OS PAIS E O DIA DOS PAIS
Mensagem de Jennifer Hoffman
23 de Junho de 2015
 
 
  Esta será uma semana agitada! Tivemos sete explosões solares, sendo que quatro delas são de Classe M, no Solstício, em 21 de Junho, com um halo completo da ejeção de massa coronal, e outra grande explosão de Classe M hoje. Três tempestades solares estão convergindo e chegando à Terra hoje, dando-nos uma severa tempestade geomagnética. A energia está realmente se movimentando agora. Nesta semana, temos um trígono Júpiter/Urano em Leão e Áries. Nós somente recebemos um destes sinais em uma vida, por causa do movimento lento de Urano, assim usem-no bem, seus efeitos duram por várias semanas. Estão se sentindo um pouco oprimidos? A diversão está apenas começando.

À medida que avançamos com mais velocidade, a necessidade de liberarmos a nossa bagagem emocional se torna mais clara. Na verdade, quanto mais rápido avançarmos, mais o perceberemos. Comemoramos o Dia dos Pais neste último final de semana, coincidentemente com o Solstício, sendo que o sol representa o pai na astrologia. Isto pode ter criado para vocês muitas questões ao redor da energia do pai, especialmente se o seu relacionamento com o seu pai não foi tão maravilhoso.

Nossos pais podem não ter sido a pessoa que queríamos que fosse, mas eles tinham os seus próprios problemas com que lidar. Durante séculos, a energia masculina foi traumatizada, carregando uma imensa marca de tristeza. Podemos liberá-la agora, quando perdoamos os nossos pais e liberamos toda a bagagem emocional que temos em relação a eles. Sinto que conheço meu pai melhor agora e ele está morto há mais de 25 anos, mas não cheguei lá até que conseguisse aceitá-lo por quem ele foi e não julgá-lo, porque ele não foi quem eu desejava. Este é o tema da mensagem desta semana.

O Dia dos Pais foi em 21 de Junho nos Estados Unidos, um dia em que comemoramos nosso relacionamento com os nossos pais. Alguns não têm muito a celebrar, pois nossos pais podem ter sido ausentes, desconhecidos, ou emocionalmente tão distantes, que não conseguimos encontrar uma razão para comemorarmos o nosso relacionamento com ele.

Meu pai morreu há 25 anos e embora eu passasse grande parte da minha vida zangada com ele e me perguntasse se ele se importava comigo sob qualquer condição, eu entendo agora muito mais sobre ele e posso realmente ser grata pelos presentes que ele me deu, em vez de me concentrar em como ele ignorou tantas oportunidades para mostrar o quanto ele me amava e se preocupava comigo.

Os pais refletem as nossas lições de amor e poder, muitas vezes, através de suas limitações, em vez de suas habilidades. Meu pai foi, como foram muitos homens de sua geração, emocionalmente prejudicado. Órfão durante a Segunda Guerra Mundial, aos 4 anos, adotado por estranhos aos 7, grande parte de sua vida foi vivida com a questão do que aconteceu a sua família e por que ele não era digno de estar com eles. Ele era quieto, retraído e emocionalmente desconectado. No entanto, havia algumas vezes, como na primeira vez em que eu fui rejeitada por um menino que eu gostava, que ele foi amoroso e solidário. Eu queria que ele fosse forte e poderoso para me proteger e me mostrar que ele me amava, assim eu poderia saber que eu era amada. Mas ele não se amava, e nem se sentia digno do amor, com base em suas experiências de vida, então, ele não conseguiu dar este tipo de amor para mim.

Meu pai, como muitos homens de sua geração, foi consumido pela dor, raiva, tristeza, impotência, e não tinha idéia de como expressar as suas emoções. Para a sua geração, as emoções eram para as mulheres, e “meninos grandes não choram”. O que eu sei agora é que ele não poderia me dar o que ele não tinha; ele, simplesmente, não tinha as habilidades ou o conhecimento para estar emocionalmente presente.

Sinto que conheço o meu pai agora melhor do que nunca, e estou em paz com a pessoa que ele era, em vez de estar irritada com a pessoa que ele foi ou não, pois eu aprendi a aceitar o que ele nunca conseguiu ser. Foi necessário muito tempo para eu descobrir isto. Tive muitas expectativas em relação ao meu pai e fiquei muito zangada porque ele não as satisfez. Não conseguia reconhecer a sua dor, porque eu queria que ele diminuísse a minha, que me mostrasse que eu era poderosa e digna de amor. Ele viveu comigo durante os últimos meses de sua vida e isto me deu a oportunidade de ver a intensidade do seu sofrimento emocional, a tristeza que ele carregava, e como o seu coração estava fechado. Momentos antes de sua morte, ele me disse que me amava, que estava orgulhoso de mim e se desculpou por não ser um pai melhor. Foram necessários mais de 30 anos para que ele dissesse isto para mim e isto foi a cura e a prova do amor que eu precisava.

Isto também foi um ponto de escolha para mim: eu conseguir aceitá-lo e seguir em frente, ou ficar com raiva e rejeitar este presente porque era muito pouco e demasiado tarde. Eu escolhi aceitá-lo, grata por ele me amar o suficiente para encontrar a coragem de dizê-lo, mesmo que fosse nos últimos momentos de sua vida. Agora eu sei, com o entendimento que vem da experiência, com a sabedoria que vem com a idade, e a compaixão por ele ser um pai, que as limitações emocionais de meu pai foram o seu presente para mim. Eu poderia escolher ser como ele, ou eu poderia optar por ser tão emocionalmente aberta quanto possível, e acabar com o legado de sofrimento, mágoa, raiva, impotência e distância emocional, que foi o legado daquela geração.

Escolhemos nossos pais, mesmo os nossos pais distantes, ausentes ou feridos, de modo que possamos nos curar. A crença de que os pais deveriam ou não ter sido ------------------------------------ (preencham o espaço em branco), coloca o ônus de nossa cura sobre eles e limita a nossa capacidade de aprendermos e nos curarmos de nossa jornada compartilhada.

Se eles foram terrivelmente abusivos ou extremamente amorosos, havia uma razão por tê-los escolhido e quando pudermos ser compassivos e perdoá-los e a nós mesmos, poderemos liberar existências de raiva e de decepção e aceitá-los pelo que eles são: seres humanos fazendo o melhor que eles podem, com o que eles aprenderam e sabem.

Se vocês tiveram pais bons ou ruins, seu pai é parte do seu grupo de almas, um aspecto importante de sua jornada de cura e outro reflexo de sua cura.

Este Dia dos Pais caiu também no Solstício, uma celebração do dia mais longo da luz do sol e o sol representa o pai na astrologia. É mais uma razão para nos realinharmos com uma perspectiva mais elevada em todos os nossos relacionamentos, mas, especialmente, com aqueles que nos esforçamos para entender, ou entrarmos em acordo, porque sentimos que eles estavam falhando de muitas maneiras.

Há outro aspecto a considerar, enquanto decidimos se iremos passar as nossas vidas com ressentimento pelos nossos pais, pelas suas precárias habilidades de paternidade, ou superamos estas emoções e os vemos com bondade compassiva e compreensão, e este é o despertar da energia Masculina Divina. Comemoramos a ascensão do Feminino Divino, após eons de supressão, o que foi parte do nosso Legado da Atlântida. A energia do Masculino Divino representa o reingresso do masculino ao seu centro cardíaco, do qual esteve desconectado por tanto tempo, enquanto o Feminino Divino foi desconectado do seu poder.

Através de inúmeros séculos de guerra, morte, domínio e controle, a energia masculina teve o seu coração partido, sendo consumida pela tristeza, que é um produto do seu trauma, e é o momento para ela ser reconectada ao nível do coração e assim os homens poderão ser íntegros e completos novamente, reunidos com o amor incondicional que é parte do seu projeto divino. Nós o vemos na geração mais jovem de hoje, quando pais são cuidadores e provedores para os seus filhos, de uma maneira que a minha geração nunca foi. Ao perdoarmos nossos pais, podemos abrir os portais para que esta reconexão ocorra e abençoarmos as futuras gerações com pais que sejam igualmente amorosos, compassivos, solidários e cientes do seu poder, de maneiras que lhes permitam expressar todo o amor em seu coração, por todos em sua vida. E ao assim fazermos, poderemos acabar com o legado do sofrimento, que tem sido uma poderosa limitação a nossa reconexão com o nosso próprio centro divino, e uns com os outros.
 
 
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  Direitos Autorais:
Site original: www.enlighteninglife.com      

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Tradução de Regina Drumond Chichorro – reginamadrumond@yahoo.com.br    
 
 
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