CULPA E VERGONHA
por Jennifer Hoffman 
Setembro de 2010
 

Quanto mais as mudanças de energia abrem os nossos corações para a divindade de quem nós somos, mais nos tornamos conscientes das energias mais escuras e mais densas que carregamos. E vemos as nossas limitações, a nossa infelicidade e a nossa frustração nas conexões que temos com aquelas energias. Algumas destas são fáceis de deixar ir, porque podemos nos destacar das experiências que vêm com elas. Ao aprendermos a não assumirmos pessoalmente o comportamento dos outros, se torna mais fácil a liberação da traição e da decepção. Podemos até liberarmos as questões do abandono, quando compreendemos que outros nos amam e nos dão os seus próprios recursos limitados. Mas estas emoções têm um resíduo de culpa e de vergonha que é muito mais difícil de processar e permanece conosco, como uma mancha em nosso coração, até que sejamos capazes de trabalhar através dos seus aspectos pessoais. Culpa e vergonha são duas das emoções mais desafiadoras, porque elas são difíceis de compreender e estão entrelaçadas em nossa história física, emocional e espiritual.

 

Podemos manter a culpa por coisas que fizemos ou que não fizemos ou dissemos, ações que não empreendemos ou oportunidades que deixamos escapar. Quando a nossa vida escapa do controle, o nosso medo é forte, mas é ofuscado pela culpa que sentimos por termos permitido que as coisas chegassem a este ponto. Nós nos punimos através de nossa culpa, porque acreditamos que poderíamos ter feito melhor e impedido que isto acontecesse. Acrescentando a isto, os sentimentos de nos ter deixado e talvez aos outros, deprimidos, não é de admirar que fiquemos deprimidos e sejamos incapazes de fazer quaisquer mudanças.

 

Aqueles que sofreram através dos ensinamentos da igreja católica foram alimentados por uma dieta constante de culpa que incluiu o nosso caminho de condenação eterna, porque somos indignos de uma comunicação direta com Deus. Nossos pais podem ter usado a culpa ao nos fazer comer tudo o que havia no prato (há crianças famintas na África), nos comportarmos (a nossa mãe se magoaria se constrangêssemos a família), e seguirmos a carreira que eles consideravam ser melhor para nós (como eles ficariam orgulhosos se nos tornássemos um médico ou advogado!). Assim, a culpa se tornou a razão pela qual agimos, não porque estivéssemos seguindo para o que queríamos, mas porque não queríamos ser a razão para a infelicidade ou desapontamento dos outros.

 

Quantas vezes dizemos “sim”, quando realmente queremos dizer “não”, somente porque queremos deixar de nos sentirmos culpados quanto a ferirmos os sentimentos de alguém? Com que freqüência assumimos uma obrigação porque queremos evitar de nos sentirmos culpados quanto a sermos egoístas e fazermos algo que nos serve? Assim, freqüentemente dizemos “sim” e então temos culpa em dobro. Há culpa da pessoa que pediu e a própria culpa de nosso ressentimento ao não satisfazermos as nossas necessidades. A culpa é um sentimento incômodo e irritante que poderemos superar quando nos lembrarmos que mantemos o poder da escolha e da ação em nossa vida.

 

A vergonha é uma emoção ainda mais destrutiva, porque ela emana de dentro de nós, de um núcleo de indignidade que define como nos percebemos. Este sentimento se propaga para cada área de nossa vida, colocando as nossas vibrações energéticas em um nível tão baixo que nos sentimos indignos a cada momento. A pessoa que nos envergonha faz isto de seu próprio núcleo de vergonha e onde a culpa se refere freqüentemente à manipulação, a vergonha se refere à destruição. Nossa experiência de sermos envergonhados leva a sentimentos de não sermos dignos, de não sermos suficientemente bons, corretos ou dignos. E nos envergonhamos quando acreditamos que falhamos em algo, sem compreendermos que a vergonha é responsável pelo fracasso.

 

Enquanto estamos processando mais e mais volumes de energia agora, o que esteve escondido no fundo do barril está agora surgindo para nossa análise. Nós já processamos as energias mais fáceis, agora estamos preparados para estas, que são a base de todo o nosso comportamento de auto-defesa e de nos sabotarmos. Não importa quanta culpa ou vergonha tenhamos, tudo isto é destrutivo e desafiador.

 

A qualquer momento que nos sentimos aproveitados, abusados ou manipulados, a culpa e a vergonha estão presentes de alguma forma. Se o medo do sucesso ou do fracasso os aborrece, que culpa ou vergonha que vocês têm que os está impedindo de compreender o seu verdadeiro potencial? Como os curamos e os liberamos? Esta é a nossa chave para a liberdade. Em todos os lugares que estamos presos é uma área onde precisamos procurar a culpa e a vergonha. E isto é onde perdemos o acesso às bênçãos da vida, porque nos impedem de estarmos totalmente ligados a nós mesmos, buscando os nossos sonhos e de acreditarmos que merecemos viver, amar, ter alegria e sucesso e criarmos a satisfação.

Quando a culpa e a vergonha surgirem em sua vida, observem bem de onde elas vêm, quem está envolvido, que mensagens elas têm para vocês e então se lembrem de que vocês são dignos, como uma centelha divina do Criador, de tudo o que o seu coração deseja e deixem a culpa e a vergonha fluírem para fora de sua vida, sendo substituídas pelo amor por si mesmos, pelos seus sonhos, milagres e pela alegria e a abundância que são os seus direitos divinos.


O CICLO DE CULPA/VERGONHA – PARTE 2
Uma mensagem de Jennifer Hoffman
2 de Outubro de 2010
A CONSCIÊNCIA DA CULPA

Quantas vezes fizemos algo com o qual nos sentimos culpados? Uma cliente reclamou que o homem com quem ela estava saindo tinha dito algo que ela sentiu que ele não confiava nela. Quando eu lhe recordei que ela tinha feito algo que estava fora de integridade, ela percebeu que a sua reação estava baseada em sua culpa e medo de que ele descobriria o que ela tinha feito. Sua culpa foi interpretar os seus comentários e criar uma situação que não estava baseada na realidade do seu relacionamento, mas na culpa que ela estava sentindo.

Há um risco de culpa quando nos envolvemos em comportamentos que violam algum padrão de comportamento ou de pensamento que nós ou os outros criamos. À medida que estes padrões são incorporados ao nosso pensamento, é determinado se sentiremos culpa ou não. Quando guardamos segredo dos outros, escondemos as nossas verdadeiras intenções ou agimos de modos que nos servem, e não aos outros, entramos em conflito com estes padrões de comportamento e devemos decidir se seremos honestos e íntegros, ou dizemos que iremos agir conforme os padrões, e, secretamente, fazemos outra coisa.

Quando compreendemos que estes padrões limitam a nossa habilidade de sermos quem nós somos, de vivermos a vida da maneira que queremos, ou sermos honestos em relação aos nossos sentimentos, sentimo-nos culpados. O que a outra pessoa pensa ou diz, como eles agirão e o que eles farão? Quando sentimos que temos algo a ganhar ou perder na situação, entramos em conflito com o nosso pensamento. Como podemos agir de modos que sirvam a todos? Desde que nem sempre isto é possível, fazemos o que sentimos que precisamos fazer e, então, vivemos com a culpa.

Não seria mais fácil se pudéssemos ser honestos sobre o que pensamos e sentimos com todos? Isto tornaria a vida muito mais fácil, mas este nem sempre é o caso. Todos têm a sua própria agenda e temos funções complexas na vida do outro que tornam a simples honestidade uma escolha difícil. Podemos evitar uma consciência culpada, determinando os nossos limites, decidindo os padrões de comportamento que escolheremos e observando as expectativas do desempenho do papel, nosso e dos outros, nas decisões e escolhas que fazemos. Nesta semana eu os estou desafiando a serem íntegros com vocês, observarem a culpa que carregam e decidirem se viverão com uma consciência de culpa ou terão a liberdade de viver a vida que escolherem poderosamente.

Vergonha sobre Vocês

Nossa jornada ao despertar pode trazer à tona algumas questões muito dolorosas que estão profundamente enterradas em nosso coração e em nossa alma. Estas são as difíceis situações emocionais que experienciamos em nossa existência, aquelas que sabemos que estão lá, mas é mais fácil deixá-las enterradas do que enfrentá-las novamente. Elas aparecem sutilmente em nossas vidas, de muitas maneiras diferentes, lembrando-nos de nossa indignidade e de nossas deficiências. A experiência mais destrutiva, sutil e difícil é a vergonha.

A experiência da vergonha pode ou ser real ou imaginária, onde alguém diz ou faz algo que cria a vergonha em nós, ou imaginamos que a resposta as nossas ações nos levarão a sermos humilhados ou embaraçados. Onde a culpa é uma resposta a uma ação, a vergonha é um reflexo sobre quem somos e geralmente tem a ver com algo que outros nos fazem. E com isto surgem todos os nossos medos sobre não sermos valorizados, amados, dignos ou perfeitos. A vergonha vai ao âmago de quem nós somos como uma pessoa e nos leva a questionar o nosso direito de ser.

Desde que ficamos envergonhados por aqueles cuja aceitação e opiniões nos interessam, a rejeição cria um duplo golpe em nossa vida. Não admitimos o que fizemos e quem nós somos. Não importa quando ocorre a nossa primeira experiência de vergonha, ela ressoa no decorrer de toda a nossa vida, afetando como interagimos com os outros, porque isto mudou a forma como nos vemos. Nossa confiança pode ser destruída, nossa auto-imagem abalada e a jornada da nossa vida, alterada. Sermos humilhados mesmo uma vez, pode criar uma existência de fuga de qualquer expressão dos nossos talentos e dons, onde podemos correr o risco de sermos humilhados novamente.

Por que escolhemos uma lição de vida tão difícil? Porque as lições de poder sempre começam com problemas de impotência e de humilhação que têm a sua base na vida passada e em fontes cármicas. Podemos nos lembrar de que a vergonha nos dá o insight para a nossa cura, em vez da ferida que devemos curar? Vocês se lembram da primeira vez em que se sentiram envergonhados? Podem perceber como isto ressoa no decorrer de toda a sua vida? Estão preparados para trabalhar com ela agora para que possam se lembrar de que são dignos, amáveis, poderosos e merecedores de todas as bênçãos da vida? Não permitam que a vergonha os convença de que são indignos ou que não merecem as maravilhosas bênçãos que são suas por direito divino, de modo que possam se mover poderosamente além dela para reivindicar o seu poder.

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

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