ABRINDO O PORTAL – PARTE 2
NOSSAS INICIAÇÕES
Por Suzanne Lie PhD
Em 15 de março de 2015
 
 
Era o AGORA para as nossas iniciações começarem.
Apesar de nunca termos muita interação com a sociedade de Maia, era a Terra de nossas Mães.
Nossos pais Arcturianos deram dicas sobre o nosso “destino”, mas não respondiam a quaisquer perguntas que fazíamos a eles.

“Vocês devem encontrar as respostas dentro de vocês”, eles sempre diziam.

Nessa época nossos pais vinham com muita frequência e nos levavam a Vênus, a Arcturus e/ou à Nave Mãe.
Eles nos mostraram como curvar o tempo e espaço e encontrar os Portais pelos quais nós podíamos viajar.
Nós não éramos mais crianças em uma aventura, mas pilotos interdimensionais em treinamento.
Às vezes fazíamos nossa jornada em um veículo e às vezes fazíamos a jornada em nossas mentes.

Fazer a jornada em nossas mentes era muito difícil porque nós tínhamos que elevar nossa faixa vibratória para a sétima dimensão a fim de viajar sem um veículo.
Apenas Hopenakaniah e eu podíamos fazê-lo sem a assistência de nossos pais.
Esta foi a primeira vez que apresentamos uma diferenciação entre nós e isso nos preocupou muito.

“Não tenham medo”, disse meu pai Arcturiano.
“Há velocistas que correm muito, muito rápido, mas eles não podem correr por um longo período de tempo. E há outros que não conseguem correr tão rápido, mas eles têm grande resistência e podem manter um ritmo constante para uma distância longa. Tutenakqua e Hopenakaniah são os velocistas. Hegsteomen e Leatunika são os corredores de longa distância. Tudo é como deveria ser. Vocês quatro são uma equipe, como sempre.”

As palavras de meu pai nos confortaram, mas nossa equipe de quatro gradualmente se transformou em duas equipes de dois.
Os velocistas e os corredores tinham lições diferentes.
E aí havia o sexo.
Embora o sexo tivesse sido explicado para nós enquanto crianças, nós realmente não o entendíamos.
Mas naquele momento, ele se tornou uma necessidade, uma fome.
Novamente eram as duas equipes de dois, mas não havia rivalidade ou ciúmes.

Como de costume, Sackatikeneon foi o primeiro a notar.
Nós quatro estávamos com ele e, como de costume, ele falou por enigmas.

“Alguns alimentos são para serem consumidos todos os dias do modo mais casual e necessário. Entretanto, outros alimentos são ferramentas poderosas e somente devem ser consumidos em ritual.”

Embora ele estivesse acima da vibração de uma necessidade sexual, ele entendia que nossas mães eram tridimensionais e nós herdaríamos as necessidades delas.
Ele nos mostrou como poderíamos usar nossa sexualidade para elevar nossa vibração e viajar juntos acima do tempo e espaço em nossos orgasmos mútuos.

“O presente não é um brinquedo!” – ele nos avisou.
“Há grande poder neste tipo de ato sexual e pode baixar sua vibração tão facilmente como pode elevá-la.”

Nosso dormitório para quatro foi mudado para dois quartos de dois com dois tapetes de dormir ao invés de quatro.
As irmãs sorviam uma bebida especial toda manhã para que não criássemos uma criança.

“Vocês quatro criarão algo muito mais necessário do que outro bebê Maia para ser morto pelos invasores”.

As palavras de Suckatukeneon nos tornaram sóbrios.
Nós sempre tivemos privilégios especiais porque tínhamos uma responsabilidade especial.
Não podíamos fugir dela!
Ao nos tornamos sexuais, as coisas começaram a mudar para nós.
Nossos mestres nos permitiram a liberdade e o prazer de sermos “adultos” sexuais por três ciclos da lua.
Então nós fomos convocados, de repente, para uma reunião com nossos três Sacerdotes pai, nossos pais Arcturianos, Sackatukeneon e nossas duas mães cuidadoras.

“Agora é o tempo de sua iniciação final.”
Sackatukeneon estava falando para a nossa surpresa.
“Vejo que vocês estão surpresos por eu falar para o grupo reunido à sua frente,” Sackatukeneon continuou.
“Sou em quem fala porque eu os conheço bem e porque fui eu quem iniciou e desenvolveu o processo inteiro de seus nascimentos. Eu me apresentei a vocês como um criado porque eu sou um criado para as suas necessidades e porque ‘o primeiro deve ser o último’.”

“Os Escuros não devem saber quem eu sou e eu lhes mostrei que esse poder é algo para ter e não algo para demonstrar. Não mantive um segredo de vocês. Se algum de vocês me perguntasse quem eu era eu lhes teria dito. Entretanto, eu me apresentei a vocês como um criado humilde e vocês nunca me inquiriram por que eu podia ter todos os poderes que tenho lhes mostrado e ensinado.”

“Tem sido minha responsabilidade ensinar-lhes a lição mais importante que vocês precisarão para passar com sucesso pela iniciação que está à sua frente. O poder é mais seguro de uma forma simples. Se vocês puderem manter seu poder lá no fundo de vocês sem a necessidade de reconhecimento ou adulação dos outros, seu poder permanecerá incorruptível.”

“Vocês têm visto como os Escuros renunciam ser poderosos a fim de parecerem poderosos. Isto se dá porque, ao invés de serem governados por eles mesmos, eles são governados pelos outros. Porque eles precisam dos outros para reconhecê-los, eles precisam também reunir seu poder a partir dos outros. Eles distorceram as lições de nossa pátria, Arcturus.”

“Esses desorientados baixaram sua vibração para buscar aclamação e foram incapazes de elevá-la novamente. Assim que vocês precisam de alguma coisa fora de si, vocês perdem a conexão aos seus maiores poderes que estão dentro de VOCÊS. É importante que vocês aprendam essa lição agora. Para a sua iniciação vocês irão à própria comunidade da qual nós os protegemos sua vida inteira. Nós sabemos que vocês estão preparados porque todos vocês passaram pelo desafio da sexualidade.”

Todos nós juntos perguntamos o que ele queria dizer com aquela declaração.

“Quando alguém se torna um ser sexual, ele/ela dá ignição à força criativa. Essa força criativa pode subir pela espinha para os chakras superiores para ser canalizada para o serviço da Luz ou ela pode permanecer no eu animal. Os animais na selva usam a sexualidade deles de uma maneira instintiva e, portanto, obedecem às leis da criação. Entretanto, o homem, com seus pensamentos e emoções descontrolados, pode usar o sexo como uma ferramenta de conquista de outra pessoa.”

“As pessoas podem usar o sexo de uma maneira desrespeitosa ou até cruel. Elas também podem cobiçar o parceiro de outro simplesmente porque desejam o que elas não têm. Vocês, minhas crianças, não caíram nessa escuridão. Vocês compartilharam sua natureza sexual para elevar sua consciência ou para brincar e apreciar a essência um do outro. Por nenhuma vez qualquer um de vocês cobiçou alguém mais além de sua parceira. Estamos muito orgulhosos de vocês por isso e os elogiamos por sua mestria.”

E então todos os nossos mentores vieram até cada um de nós e nos deram um pequeno presente para a nossa jornada ao mundo tridimensional.
Cada um deles nos deu uma mensagem especial e um abraço carinhoso.
Todos nós estávamos chorando de alegria.
Foi um momento lindo que sempre viverá em nossas Almas.

“Agora é hora de ir”, Sackatukeneon disse.

“Mas por que temos que fazer uma jornada para aquela terra?” – nós perguntamos juntos.

“Parte de sua iniciação é responder essa pergunta por vocês mesmos”, foi a resposta dele.

FAZENDO O TRABALHO

Nós saímos do nosso santuário tão inocentes como as crianças.
Disseram-nos para manter em segredo a nossa identidade a todo custo.
Então fomos levados vendados como se não pudéssemos ver com nossa visão interior para a selva que cercava a cidade dos tridimensionais.

“Fiquem inicialmente na selva”, eles avisaram.
“Vocês acharão muito mais fácil lidar com ela do que com a cidade.”

Antes de podermos dizer uma palavra eles se afastaram de nós como fantasmas.
Nós quatro ficamos juntos na selva a noite inteira e no dia seguinte.
Os sons e visões eram aterrorizantes.
Nós viajamos a mundos e planetas distantes, mas nos assustamos na selva, embora ela nos tenha cercado nossas vidas inteiras.

No final, nossos estômagos nos forçaram a aventurar pela selva em busca de comida.
Nós descobrimos que não podíamos matar nenhum ser vivente, mas a selva era rica em frutos e raízes.
Nós rapidamente aprendemos a usar nossos instintos altamente desenvolvidos para determinar o que era comestível e o que era venenoso.

Nós comemos escassamente cada alimento até termos certeza de que nossos instintos estavam corretos.
Nós decidimos que passaríamos juntos seis ciclos lunares na selva e então nos aventuraríamos separados na cidade pelas seis luas finais de nossa iniciação.

Nós fomos instruídos que, a fim de cumprir nosso destino, nós teríamos que experienciar a vida na terceira dimensão e agora nós estávamos fazendo isso.
O tempo na selva foi lindo.
Nós quatro trabalhamos como um.
Nós construímos um abrigo na área densamente florestada e usamos nossas habilidades para camuflar nossa casa e meditar à noite para elevar a vibração de nossa área a fim de criar segurança e invisibilidade para criaturas da escuridão.

Nós fomos capazes de rapidamente estabelecer contato com as fadas, gnomos, duendes e outras pessoinhas de nossa área.
Eles eram nossos amigos e nos ensinaram como sobreviver na selva.
Deste modo nós vivemos a vida a que estávamos acostumados com nossa vibração abrangendo principalmente a quarta dimensão, mas também a terceira.
Todo dia nós treinávamos mudar nossa vibração exclusivamente para a terceira dimensão para nos prepararmos para o nosso tempo na cidade.

Para nosso medo e lamento, chegou o dia em que tínhamos que nos aventurar sozinhos na cidade, encarando as vibrações de muitas, muitas pessoas e também o fluxo dos inúmeros pensamentos e sentimentos delas.
A preparação não tinha sido suficiente para mim.
Eu estava na cidade por poucos dias quando fiquei violentamente doente por causa dos pensamentos e sentimentos dissonantes daqueles que estavam ao meu redor.

Eu não conhecia ninguém, não tinha comida ou abrigo, e estava experienciando doença pela primeira vez em minha vida.
Eu queria desesperadamente emitir uma chamada telepática para meus irmãos e irmãs, mas nós havíamos concordado que experimentaríamos sozinhos essa última parte de nossa iniciação.
Finalmente, no terceiro dia de minha doença, quando eu havia apenas comido e bebido o que eu pude roubar, uma mulher idosa me encontrou enrolado num nicho no fim de uma ruela.
Ela pareceu me reconhecer e me levou para sua casa que ficava perto.

Eu não me lembro do que aconteceu nos dias seguintes.
Creio que eu delirei.
A velha senhora cuidou de mim e me manteve em sua casa.
Ela disse aos vizinhos que eu era um primo distante de outra cidade que havia aparecido inesperadamente na porta dela e que eu de repente fiquei doente.
Nós fomos deixados em paz.

Eu não sei o que disse a ela enquanto estive doente, mas eu pude ver em seus olhos quando eu finalmente me recuperei que ela sabia mais de mim do que podia me lembrar de ter contado a ela.
Ela nunca me questionou ou me limitou de forma alguma.
Um dia ela me disse que esteve esperando por mim por muitos anos.
Ela não explicaria nada mais.
Esta casa serviu como minha base pelo resto do meu tempo na cidade, e esta velha senhora amorosa serviu como uma mãe para mim.

Quando finalmente me recuperei, minha primeira tarefa foi aprender a me proteger das emanações dos outros.
Passei minha vida inteira aprendendo a ser aberto e empático.
Minha vida foi totalmente abrigada e eu era exposto somente àqueles que dominavam seus pensamentos e sentimentos.

Agora eu estava num mar de turbulência psíquica e tinha que aprender a me proteger se fosse para sobreviver.
Gradualmente, eu me expus mais e mais para a cidade ao meu redor até que, no final, eu podia me proteger o suficiente para encontrar um trabalho.
Minha mãe recém-descoberta me dissera que as pessoas tinham que trabalhar aqui para conseguir alimento.
Esta foi uma das muitas vezes que eu senti que ela sabia sobre mim.
Mas nós fizemos um acordo sem palavras de não discutir sua vida privada ou a minha.

No primeiro dia do meu trabalho como ambulante no mercado, eu vi um assassinato.
Eu nunca experimentara nem o conceito de assassinato.
Portanto, quando eu vi um homem matar outro por causa de alguma posse pequena, fiquei chocado.
Eu vi a força vital do homem morto pairando sobre o local da morte de seu corpo por muitos dias.

Outros passavam por essa essência e nem sabiam que ela estava ali.
Eu estava determinado a não me comunicar com ela, pois minha habilidade recentemente descoberta de proteção psíquica não estava perfeita, e eu não ousava liberar minha blindagem psíquica.
E também, o fantasma estava muito bravo e vingativo.
Eu não podia arriscar minha missão por causa de um desencarnado raivoso.

As seis luas se arrastaram pelo que pareceu uma vida inteira.
Eu me encontrei tendo pensamentos e sentimentos que eu nem sequer sabia que existiam.
Medo, raiva, tristeza, solidão, negatividade e confusão lotavam meu coração e mente.
Foi se tornando crescentemente difícil determinar se essas experiências eram minhas ou de alguém mais.

Minha blindagem psíquica foi ficando mais fina e mais fina até que ela pareceu não existir.
Eu ganhei peso porque comer tornou-se um modo de eu me distrair do que estava acontecendo ao meu redor e dentro de mim.
Meu corpo teve outras mudanças também.
Ele parecia mais denso e mais lento.
Eu não tinha mais a mestria sobre ele que eu tinha no lar abrigado de minha infância.
E o pior, eu comecei a me esquecer de quem eu era.

Toda manhã eu acordava mais e mais desassociado do meu verdadeiro eu e mais enraizado na pequena pessoa que labutava o dia todo no mercado.
Eu via uma preocupação crescente no rosto de minha nova mãe.
Ela falava constantemente de como ela me encontrou, como se fosse para manter minha memória viva.
Uma manhã, quando ela estava tentando me lembrar de quem eu era, eu joguei uma caneca pelo nosso pequeno alojamento, por pouco não atingindo a querida mulher.

“Eu não sei do que você precisa que eu seja!”
Eu gritei em fúria e confusão.

Ela calmamente pegou a caneca, encheu-a de novo e a pôs na minha frente.
“Meu querido rapaz, eu somente desejo que você se lembre de quem você é.”

Suas palavras me atordoaram como um tapa na cara.
Lembrar-me de quem sou?
Lembrar-me de quem sou?
Sim, havia uma razão para eu estar ali.
Mas qual era?
Eu mal podia pensar sobre poucos dias atrás e até esses dias eram nebulosos como se eu estivesse drogado.
Vocês pensariam que eu devia agradecer a essa mulher gentil, não é?
Mas eu simplesmente me levantei e saí pisando duro de nossa casa como uma criança com raiva.

O dia todo no meu trabalho eu dificilmente pude me concentrar.
Visões de templos, cavernas e o rosto de três crianças rodopiavam em minha cabeça.
Sim, eu tinha que lembrar.
Mas eu não podia.
As imagens que eu via em minha cabeça não tinham conexão à pessoa que eu tinha me tornado.

Eu passei o dia na mais profunda agitação.
Finalmente, era hora de fechar minha banca quando uma linda jovem veio comprar frutas comigo.
“Estou fechado.” Eu gritei para ela como se ela fosse uma pedinte.


PERGUNTAS E COMENTÁRIOS
Do que você se recorda como uma iniciação importante?
Qual é sua “missão/trabalho”?
Você já se esqueceu de sua Missão?
Como você se lembrou dela?

Seria ótimo se você desejar responder nos comentário, pois nós NÃO estamos sozinhos. Para cada um de nós que encontra a coragem de compartilhar seu processo há alguns ou muitos que se inspiram a compartilhar sua experiência também.
Obrigada a todos vocês!
Sue.
 
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  Direitos Autorais:
Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução: Blog SINTESE
http://blogsintese.blogspot.com/
 
 
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