A GRUTA
Por Suzanne Lie PhD
Em 25 de maio de 2012
 
MYTRIA CONTINUA:
(*) continuação da mensagem "A Rocha Sagrada"


Fico envergonhada por dizer que eu vividamente me lembrava nos mínimos detalhes da sensação de fundir com uma forma etérea masculina, mas eu não conseguia me lembrar da minha mensagem pessoal do Arcturiano. Estava eu tão desesperada por amor que desrespeitaria a mensagem que me foi dada diretamente de um Arcturiano? Felizmente, eu não pensei nessa questão assim que acordei. Eu estava fraca demais. Minha forma etérea ficou fora de meu corpo por muito tempo e meu corpo estava entrando em choque.

Eu experimentei duas realidades de uma vez só. Eu senti meu corpo etéreo tentando desesperadamente voltar para a minha concha física e eu também senti minha forma física fraca, gelada e semiconsciente tentando aceitar seu espírito. Eu não estava sonhando nem sequer meditando. Eu tive febre alta e meu corpo está ficando roxo. Eu mal respirava e estava muito, muito fria.

Eu me encolhi e encostei-me à rocha numa tentativa urgente e inútil de encontrar calor. Continuei perdendo a consciência, voltava e então desmaiando de novo. Logo estaria escuro e as noites eram muito frias aqui.

Eu não sei se estava consciente ou inconsciente quando vi uma linda Senhora de Luz. Ela era enorme e parecia ser constituída de nuvens e estrelas. Eu pedi que me ajudasse enquanto ela flutuava em minha direção. Eu não sei se a próxima lembrança foi real ou alucinação, mas ela flutuou através de mim e entrou na rocha em que eu estava recostada.

Um calor abençoado parecia emanar do local por onde ela entrou na rocha e eu ouvi um persistente tom lírico em minha mente. De alguma forma encontrei a força para me arrastar para o local por onde o Ser de Luz entrou na rocha. Eu estava tão fraca que tive de me apoiar na rocha para me levantar, mas quando levantei, senti atravessar uma fenda, ou era um vórtice e entrei numa gruta escura. Estava cálido e eu ouvia água correndo quando caí no sono.

Não sei por quanto tempo dormi, mas me lembro de me mexer para beber água e então voltar a dormir. Depois de um tempo, descobri um fungo crescendo na água. Levei um pedaço dele ao nariz e aos lábios e senti que podia comê-lo. Comi um pouco e então voltei a dormir, completamente satisfeita.

Finalmente eu acordei sentindo-me irrequieta e vi o que parecia ser um feixe de luz. Apoiando-me na parede da gruta para me levantar e andar, eu segui o feixe de luz até sua origem, que era a entrada da gruta. O ar estava claro e quente e me senti bem, como há tempos não sentia. Eu praticamente tinha me esquecido de meu "sonho, meditação e/ou visão", mas me lembrava de que o planeta era lindo e fértil.

Cochilei sob o Sol até que a fome me fez procurar alguma planta ou raiz comestível. A água que corria pela gruta formava uma pequena lagoa que era cercada por plantas. Eu reconheci várias plantas como comestíveis e achei uma bacia que sobrara, cheia de água e bebi enquanto comia os vegetais. Quando ficou frio, eu voltei para a gruta para dormir. Não sei por quanto tempo eu vivi assim, pois eu estava tão interiorizada que normalmente não percebia a passagem dos dias.

Eu vivia no agora da natureza. Comia quando tinha fome, bebia quando tinha sede, me movimentava quando estava dura e dormia quando estava cansada. Ficava ao ar livre quando o clima permitia e dentro da gruta quando estava frio, chovendo ou escuro. Porém, às vezes ficava acordada até muito tarde ou levantava muito cedo para decorar as estrelas e constelações. Então, quando estava mais forte, comecei a andar pela área para mapeá-la também.

Eu estava ficando mais saudável a cada dia e dormia descansada todas as noites. Meus sonhos eram muito vívidos, mas eu normalmente os esquecia na luz do dia. Eu não tentava mantê-los na memória. De fato, eu não "tentava" FAZER nada. Eu vivia com a terra, olhava para o céu, me banhava na lagoa e procurava por alimento. Um dia achei duas pedras que produziam uma faísca quando se tocavam e eu consegui fazer uma fogueira.

Para eu avançar na minha expressão maior do eu, eu voltara aos elementos primitivos de sobrevivência. Depois de um tempo, até a lembrança de minha fusão com o masculino foi perdida. Eu não conseguia pensar no que havia acontecido antes ou no que iria acontecer em seguida. Eu vivia cada respiração em serenidade. Acho que eu poderia ter vivido minha vida inteira desse modo, até que eu o conheci.

Eu tinha caminhado até muito longe naquele dia e encontrei um lago maravilhoso com uma cascata, um local adorável para mergulhar fundo na água. Depois da minha pequena lagoa, era estimulante mergulhar, nadar e ficar debaixo da queda d'água. Eu estava me deliciando tanto que não percebi que a noite estava se aproximando. Finalmente olhei para cima e vi que devia me apressar para a gruta. Eu saí da água e estava caminhando rapidamente em direção da minha gruta quando me deparei com alguém.

Eu não podia ver o rosto dele na penumbra, mas eu soube instantaneamente que era ele.
Era o masculino com quem eu fundi na caverna.
Mas agora ele era físico e eu também.

Quando voltarmos, Mytre falará do início de seu despertar.

Mytria/Mytre
 
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Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução para os Blogs SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:
Selene - sintesis@ajato.com.br
http://blogsintese.blogspot.com/ 
http://stelalecocq.blogspot.com/ 
 
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