FAZER AO NÃO FAZER
Mensagem de Owen Waters,
24 de julho 2011
 
Não seria ótimo se a vida de repente se tornasse muito mais fácil? E se, em vez de trabalharmos duramente para concluir um projeto, tudo isso fluísse simplesmente num caminho de movimento fácil na direção da conclusão perfeita?

Assim é a promessa da filosofia Oriental de Wu Wei (“Woo-Way”), que promove a ideia de “fazer ao não fazer”. Quando nada é feito, diz ele, nada é deixado por fazer.

Quando nada é feito… desculpe? Quando eu encontrei esta contradição gritante fiquei seriamente preocupado com as minhas células cerebrais em curto-circuito e a derreterem. Quanto mais pensava sobre isso, mais convencido ficava de que estava a começar a cheirar a fumo a sair dos meus ouvidos!

Mais tarde, numa idade mais velha e mais madura, comecei a ver a ideia por trás da aparente contradição. A tradução alternativa de “ação sem esforço”, em vez de “fazer ao não fazer”, ajudou-me a clarificar a ideia original. Vim a perceber que se, em vez de tentar fazer com que algo aconteça através dos habituais esforços de planificação, força de vontade e determinação, for para dentro e vir a ação realizada, então algo de muito diferente acontece. A ação não se realiza misteriosamente pelo não esforço, mas você experimenta um estado de fluxo que o capacita a realizar a tarefa com facilidade, graça e uma eficiência incrível.

Uma luz condutora na filosofia positiva atual é o professor húngaro-americano Mihaly Csikszentmihalyi. (Caso se esteja a perguntar, o seu último nome pronuncia-se “Cheek-sent-me-high-ee.”) O seu foco na felicidade e na criatividade levou ao conceito de fluxo, que é um estado de concentração ou de total absorção numa atividade. Ele sublinha que o desenvolvimento de um estado de fluxo leva a um desenvolvimento superior das capacidades e habilidades de encarar desafios mais elevados dentro de um campo escolhido.

A mensagem de Wu Wei é desenvolver exatamente um tal estado de fluxo e fazê-lo desenvolvendo estados mais profundos de consciencialização interior. A maneira mais fácil de invocar um estado de fluxo, portanto, é ir para dentro, sintonizar-se com o seu ser interior e com a tarefa pretendida, de seguida vir para o mundo da ação e conduzir a sua orientação intuitiva em cada passo do caminho até que a tarefa seja concluída.

No estado de fluxo, a ação é guiada a partir de dentro e aquele que faz desaparece, virtualmente, no que faz.

A chave para criar o estado de fluxo desejado é, porque o seu ser interior está plenamente sintonizado com o universo, você pode agir de uma maneira que está perfeita alinhada com todas as outras circunstâncias relacionadas com o seu trabalho. É assim que a sincronicidade acontece e as coincidências se tornam um lugar-comum na sua vida. As pessoas, ideias e materiais reúnem-se todos no exato momento e no lugar certo porque o fluxo é uma orquestração de muitos, não apenas de um.

Pode ser o principal responsável a conduzir o trabalho, mas o universo responde à sua ligação interior e traz-lhe tudo o que precisa com uma coincidência sem esforço.

A mensagem de Wu Wei é que existe um momento e um lugar para tudo se unir no sentido de uma realização sem esforço. Ao pretender um objetivo e ligar-se com o seu ser interior, começa a criação desse momento e lugar perfeitos atraindo todos os recursos de que necessita para realizar o objetivo. Então, ao agir exatamente quando sente que está certo, expressa o fluxo de ideias e de energia que se derrama do seu ser interior.

A realização torna-se fácil e o domínio de ser manifestou-se no mundo da ação. Terá alcançado sucesso ao alinhar-se com o domínio do não fazer.
 
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Owen Waters é o autor de Love, Light Laughter: The New Spirituality, disponível em livro impresso ou como e-book em:
http://www.infinitebeing.com/ebooks/love.htm
Fonte: http://www.infinitebeing.com/
Tradução: Ana Belo – anatbelo@hotmail.com
 
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