CRENÇAS BÁSICAS
Mensagem de P'taah através de Jani King
8 de Setembro de 2014
  QUESTIONADOR: P’taah, você já falou muito sobre a saúde, no entanto, no mundo real, em meu mundo real, quando algo acontece, eu preciso de uma ajuda um pouco mais específica.

Começarei com uma pergunta que veio de outra pessoa, porque se refere a uma doença particular, mas a minha pergunta realmente é como, quando estas doenças ocorrem, você vai à procura das crenças que lhes são subordinadas.

A pessoa dizia: “Eu tive continuamente pedras na vesícula durante os últimos 6 a 7 anos e elas causam muita dor. Elas se manifestam em minha família. O médico diz que é genético. Aparentemente, a única opção parece ser a remoção destas pedras, através da cirurgia. Qual é o significado destas pedras, e também em relação a minha família?Alguém disse que elas aparecem em pessoas que têm pensamentos sobre a vingança, o que poderia realmente ser verdade para mim, e qual é a melhor forma de lidar com elas?

P’taah: Tudo bem, vamos observar isto. Isto é excelente porque um dos milagres, realmente, é que o corpo irá manifestar a sua enfermidade de uma maneira que lhe permita ser um detetive, que lhe permita encarar que parte do corpo representa e como isto se traduz em suas idéias sobre si mesmo e a sua realidade.

Agora, aquilo que é a vesícula, pedras na vesícula, o que isto realmente significa? Geralmente isto se trata de um construto que inclui idéias de ressentimento, de injustiça, de não receber o que você pensa que deveria estar recebendo e que não é bom que outra pessoa tenha o que você quer.

Agora, isto é uma coisa mais profunda do que apenas o ciúme. Pelo contrário, é uma idéia de que outra pessoa deveria ser punida, porque ela tem o que você merecia, e isto poderia ser um modo de vida, poderia ser a riqueza material física, poderia ser em termos de relacionamentos. Assim, há este ressentimento com uma idéia de que se você pudesse, iria punir alguém. Ou nem mesmo alguém, mas até a idéia chamada de governo ou autoridade.

E tudo isto se origina da idéia de ser incapaz de fazer isto direito. Assim, quando você tem esta idéia de ser impotente, surge um sentimento. É claro, tudo isto se refere a não ser digno, porque se você merecesse realmente, a coisa da qual você se sentiu privado, seria sua. Há também a idéia de ser impotente para mudar isto.

Assim, estas idéias, estas idéias tão arraigadas, trazem uma reação emocional. É por isto que dizemos: observe o sentimento gerado pela crença. Agora, diremos novamente para aqueles que não ouviram: vamos observar esta idéia de que há quatro crenças básicas em que vocês baseiam as suas idéias de quem vocês são e traduzem isto para o seu mundo.


E estas quatro crenças são;

1 – Eu não mereço, ou eu não sou digno.

2 – Eu sou impotente, e isto geralmente se traduz em: “Eu sou incapaz de mudar a mim mesmo ou qualquer coisa.”

3 – O amor se equipara à dor, e isto pode ser traduzido como: “A cada vez que eu amo alguém, eu sofro”. Ou: “A cada vez que eu amo alguém, ele parte ou morre.”

4 – E a quarta é que: o meu mundo não é um lugar seguro. E, é claro, mais e mais pessoas se sentem incapazes nesta idéia de que o mundo não é seguro.

Assim, estas são as quatro crenças básicas que geram as manifestações físicas chamadas de doenças.

Agora, existem quatro chaves para transformar estes medos e os sentimentos:

A primeira chave é que você deve reconhecer que você cria a sua própria realidade, de forma absoluta, que você não é uma vítima. E quando você pode reconhecer que você a cria, então está no espaço do poder para criar mudanças.

A segunda chave é que você pode somente criar esta mudança, esta transformação dos sentimentos, do medo, no momento do Agora. Isto é, os sentimentos que você teve ontem, você não os têm agora. É somente no Agora em que tudo está ocorrendo, que você pode transformar a realidade. Agora, é o espaço de poder de escolha, isto é, reconhecer que você não é uma vítima e que neste Agora você tem uma escolha, seja seguir com os mesmos hábitos antigos, ou parar e lidar com o que quer que seja.

A terceira chave é que você pode somente transformar estes sentimentos no Momento do Agora do sentimento, estando realmente no sentimento, não como um conceito intelectual. Se você pudesse mudar simplesmente pela sua mente, pelo intelecto, então já teria feito isto, porque nenhum de vocês gosta realmente de viver na dor e no medo. Assim, tudo isto é um trabalho energético e os seus sentimentos, suas emoções, nada mais são do que energia. Então, para mudar a energia, você deve estar nela.

E a quarta chave é que você pode somente transformá-la, aceitando-a, permitindo, reconhecendo a realidade dela, e fazendo tudo direito para ter estes sentimentos, ter esta dor. Aceitando. A lei do universo afirma que: “Ao que você resiste, persiste.” Assim, você pode reconhecer que está no medo ou na dor e, imediatamente, afastá-la, ou decidir que não quer lidar com ela agora, nem quer que ninguém saiba que esta é a realidade disto. Bem, quanto mais você fizer isto, mais isto irá ocorrer, e isto, é claro, é o que cria a doença física em primeiro lugar. Assim, a aceitação (o acolhimento) é a chave aqui.

Mas, como você acolhe o sentimento, o medo, a dor? Bem, temos quatro chaves para isto também.

Há quatro passos para transformar o medo e a dor:

A primeira é respirar. Isto é o mais importante porque como tudo está na realidade física, como está na realidade maior e não física, a respiração na realidade física é vida, e a vida no não físico, ou a vida na realidade maior, é Deus/Deusa. É a Fonte. É esta indefinível Inteligência Divina. Então, a respiração representa a ligação com Tudo O Que É. Respire. Geralmente, quando você entra em um estado de dor ou medo, você deixa de respirar. A respiração se torna muito superficial e é como se você se bloqueasse neste medo e dor, sem o subsídio da assistência que vem com este espaço de não separação e total conexão com o Divino, ou Tudo O Que É, ou seja como for que o chame. Assim, o primeiro passo é respirar. Inspire o sentimento ou a dor. Respire!

O segundo passo é imaginar que há um menininho ou menininha que vive dentro de você, que sempre teve medo, porque este medo e esta dor não são do adulto racional que sabe: “Eu sou a Expressão Perfeita e Eterna da Fonte.” Entende? Este medo e esta dor vêm desde o seu nascimento, realmente, a partir do início de sua infância, desde os primeiros dramas e traumas de estar neste mundo. Assim, nesta pequena parte sua que trouxe a dor e o medo e, na verdade, trouxe-os para a vida adulta. Estas velhas crenças, estas crenças hereditárias da mitologia familiar, mesmo.

Então, o segundo passo é visualizar um pequeno você, provavelmente com cerca de 3 a 4 anos, mas você sabe: a idade não importa. Ele pode ser muito mais velho. Mas, primeiro, observe esta pequena porção sua que está com tanto medo e dor, que está solitário, que se sente totalmente separado de tudo, que está aterrorizado com esta solidão e que está sofrendo. Sofrendo. E se você perceber este diante de você, ou esta pequena parte sua que pode reconhecer até mesmo como um adulto que está com medo e dor, automaticamente, aproxime-se dele para reconhecer e dizer: “Eu o vejo.”

E o terceiro passo é abraçar este pequeno, e vamos chamar este pequeno de “O Medo e a Dor”. Esta pequena parte sua representa todo o medo e toda a dor que você já experienciou em toda a sua vida, em todas as existências, realmente. Assim, você, daria um passo à frente e colocaria os seus braços em torno dele.

E o quarto passo é dizer: “Grato, por estar comigo. Eu o amo, absolutamente. E quando estamos juntos assim, nós somos um. Estamos totalmente conectados com Tudo O Que É e eu nunca o deixarei. Eu nunca o irei ignorar. Nunca o expulsarei. Estamos juntos e estamos no Lar.” Assim, quando você estiver no acolhimento deste medo e desta dor, que chamamos de pequena porção de você, então, quando vocês se fundirem, quando se abraçarem, o que você está fazendo é mudar a frequência, mudar a frequência da energia do medo e da dor, para lhes permitir na plenitude, na unidade, no amor, em Tudo O Que É. Na perfeição, no Agora eterno.

As quatro últimas etapas – primeiro, a respiração, em seguida, visualizar o medo e a dor como uma parte sua, ou um você bebê, a terceira é se aproximar e abraçá-lo, e a quarta é simplesmente dizer: “Grato pela dádiva que você é para mim. Eu o amo.” Este é o “como fazer.”

QUESTIONADOR: E o interessante sobre isto é que isto me bloqueia a cada vez que passo por isto, P’taah. A cada vez, isto me leva a dizer: “Estou me libertando da doença.” O que você está trabalhando é a dor e o medo, e é isto que precisa ser tratado em primeiro lugar.

P’taah: Amado, é também muito benéfico quando você encara a doença não como algo a ser eliminado, mas como um presente. Porque, de certa maneira, você tem a oportunidade de transformar antigas crenças e a reação emocional àquelas velhas crenças, no Agora, quando a emoção vem à tona. E quando você não reconhece, quando não interage com ela, o corpo começa a manifestá-la, de modo que possa parar e observá-la.

É como se o seu corpo dissesse: “Será que você poderia parar agora e lidar com estas questões, de modo que possamos continuar?” Assim, onde você puder olhar para a enfermidade e dizer: ”Grato por esta oportunidade que você criou para mim, para realmente enfrentar estas velhas idéias e aceitar a emoção que estas antigas idéias criam, de modo que eu possa estar alinhado, para que possa estar nesta alegria do equilíbrio, que é a alegria da vida.

QUESTIONADOR: Então, quando a pessoa que fez a pergunta sobre como você lida com a dor, você omitiu isto. Ela quer saber se não há problema em remover cirurgicamente as pedras na vesícula e suponho que você esteja dizendo que...

P’taah: Saiba, amado, tudo isto é uma escolha. Simplesmente, não é necessário.

QUESTIONADOR: Certo, isto se manifestará de alguma outra maneira, onde isto seja a sua escolha. Correto?

P’TAAH: Certamente.

QUESTIONADOR: Exatamente, obrigado. Isto foi lindo. Eu o amo.

P’TAAH: Idem, idem, amado.

P’taah
 
 
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