ASSUMINDO A RESPONSABILIDADE

 P’taah através de Jani King

Janeiro de 2007

 
 

Queridos, bom dia a vocês. Assim, neste dia vamos discutir tópicos diferentes, e então vamos começar.

Amado, você tem perguntas?

Sim, os espíritos têm uma identidade que é reconhecida como um “Eu”?

Espíritos, como você, existem em muitos reinos. Assim, quando dizemos “espírito”, vocês estão realmente se referindo a alguém sem um corpo, isto é assim?

Correto.

Está certo. Bem, na realidade, há alguns dos quais vocês chamam de espíritos ou algumas entidades sem corpos que têm muito um sentido de “Eu”. Entretanto, há aqueles que existem nos reinos muito além deste plano de existência que têm um sentido deles mesmos, mas também estão muito conscientes de sua interligação com o campo unificado. Então a resposta é sim, e algumas vezes, nem tanto. Depende de como se envolve com a sua freqüência.

Eu posso fazer uma pergunta pessoal?

Realmente, amado.

Você tem um senso do “Eu”, ou está além deste nível?

De certo modo, nós somos simplesmente um grande grupo de energia que se experiencia como muitos “Eus”. Por exemplo, nosso canal é parte de quem somos, e assim quando nos envolvemos nesta consciência que ela sente como sendo dela, então realmente nós temos este senso de identidade, que é a identidade dela, e assim é. Nós temos de muitas outras maneiras este modo de experienciar como vocês experienciam o “Eu”, mas em um sentido mais amplo, nós estamos além desta estreiteza mental.

P’taah, nós fazemos escolhas de livre arbítrio, ou temos simplesmente preferências?

Bem, naturalmente vocês têm preferências, e é o seu livre arbítrio escolher as suas preferências. Entretanto, quando você é dirigido pelo medo e o medo da carência, então de certa forma você não exercita este livre arbítrio, sendo assim dirigido por esta emoção chamada medo. Mas naturalmente, a qualquer momento você pode mudar a sua mente. A qualquer momento você pode escolher transformar a experiência, escolher de um modo diferente. Assim, a resposta é esta, naturalmente, você tem livre arbítrio.

INTUIÇÃO, RELACIONAMENTOS E FELICIDADE

Está certo, outra pergunta, como entramos mais em contato ou mantemos contato com o nosso eu intuitivo?

Preste atenção – esta não é a linha final. Entenda, você não está separado de sua intuição; você não está separado de sua inteligência maior; você não está separado de sua ligação com o campo unificado que você chama de Criador, ou Fonte. Entretanto, não lhe foi ensinado a manter o que você sabia instintivamente como um bebê, como uma criança – você aprendeu de novo. Você aprendeu de novo a prestar atenção. Você aprendeu de novo a estar mais no sentimento do que em sua cabeça.

Naturalmente, amado, há muitas técnicas que o trazem ao sentimento e a intuição é parte disto. A intuição é este conhecimento instintivo. Algumas vezes é até uma recordação. Assim, você está envolvido em muitas técnicas na sua vida diária para se lembrar como prestar atenção. Assim lhe sugeriríamos que você, realmente, continue com estas práticas e enquanto você prossegue em seu dia a dia, apenas esteja consciente de como isto parece.

A intuição é apenas um tipo de sentimento, realmente. Algumas vezes, naturalmente, pode ser palavras que flutuam na mente e então você deveria prestar atenção. Como isto parece? Entenda, a sua intuição nunca está errada – a intuição está sempre certa.

Você comentaria as qualidades do que aqui na Terra chamaríamos de um relacionamento benéfico ou saudável?

Está certo. Há muitos componentes de um relacionamento bem sucedido. Poderíamos partir com a idéia da honra, respeito, verdade – de ser quem você realmente é. Lembre-se também de que você não possui ninguém. Vocês se unem inicialmente para compartilhar isto que é a mais importante parte de quem você é – o amor. E onde vocês se unem em discussão, vocês deveriam permitir que isto fosse sempre a base para o seu relacionamento. E você perceberá que quanto mais você honra, respeita e ama quem você é, então realmente você não pode permitir que isto não esteja em seus relacionamentos externos. Assim esta é uma boa forma de começar cada dia.

Obrigado.

Realmente.

P’taah, todos querem ser felizes, e eu também, naturalmente, mas muito freqüentemente as pessoas não são. O que elas estão fazendo de errado que não podem ser felizes?

Bem, isto não é uma questão de errado, e a felicidade é absolutamente uma escolha. E você percebe que quando a vida está baseada no medo da carência, então o medo da carência domina tudo o mais. Muito freqüentemente você escuta: “Oh, eu serei feliz quando tiver isto”, ou “Eu serei feliz quando fizer isto”? Mas, veja, a verdade é que a felicidade é uma escolha e não tem nada a ver com o que é exterior a você. Assim, escolher ver os presentes da sua vida diária e escolher agradecer e apreciar toda a maravilha que você está co-criando em sua vida do dia-a-dia, traz a felicidade e a alegria.

Isto também significaria que seríamos menos críticos conosco e com os outros e ficaríamos talvez mais contentes?

Realmente, amado. E, entenda, a crítica sempre resulta do medo da carência – “Eu não sou adequado. Eu sou ineficaz. Eu não tenho isto ou aquilo”, ou “Alguém mais não está preenchendo o espaço vazio em meu  coração e não está me proporcionando com isto ou aquilo, assim eu não posso ser feliz”.

O julgamento negativo começa com você, e sempre o julgamento negativo se origina desta idéia de carência. Quando dizemos: “Bem, você pode estar satisfeito com a abundância de quem você é e o que criou até aqui”, então realmente não há medo da carência, e então, realmente, não há necessidade de crítica. Quando você está criticando algo fora de você, então saiba que é porque há um pouco dentro de você que não foi tratado. A verdade maior é que não há nada fora de você, apenas um reflexo para que se lembre de quem você é, para que se lembre no que acredita.

INFLUÊNCIAS ASTROLÓGICAS

P´taah, você mencionou que não há influências externas. Eu estou interessado em ouvir sobre as influências dos planetas, particularmente em relação ao grande ano, e como através da história, parecemos entrar e sair das fases dos dois mil anos, nas quais temos fortes influências que podemos ver na história, sejam elas patriarcais ou matriarcais.

Está certo. Nós presumimos que quando você fala da influência dos planetas, você está falando astrologicamente, como você o chamaria.

Sim.

Bem, você pode dizer que isto que você chama de astrologia é um tipo de mapa onde você pensa que está. Certamente, há ciclos planetários, e você não está separado dos ciclos – vocês são co-criadores dentro desta idéia dos movimentos dos planetas e do significado que coloca dentro destes movimentos.

Você pode dizer que os ciclos planetários descrevem para você aqueles que são os ciclos da experiência na qual você chama de sua história humana, de forma que todos experienciam estes ciclos, embora não necessariamente ao mesmo tempo. Você pode observar o mundo, mas a parte do mundo que você vê é muito estreita quando está olhando para as civilizações, para os ciclos patriarcais e matriarcais. Mas, na realidade, isto vem em ciclos. E agora você está saindo da sociedade e da influência patriarcal. Entretanto, o nosso desejo para você é que não se movesse para o ciclo matriarcal, mas sim para o equilíbrio dos princípios masculinos e femininos.

Veja, sempre que você tem o pêndulo se movendo de um modo, então na realidade ele deve se mover para o outro lado. É mais desejável que quando você tem um equilíbrio dos princípios masculinos e  femininos, que podem ser totalmente sustentadores e cooperativos, é que você pode, realmente, aprender a voar nas duas asas da pomba que você é. Isto também se aplica a você como indivíduo, como uma sociedade e como uma espécie. Isto faz sentido para você?

Sim, faz. E também faria sentido na idéia de que estamos no tempo de Aquário que é o símbolo da igualdade.

Realmente.

E é isto o que estamos experienciando coletivamente?

Bem, você pode dizer que você está se movendo neste tempo. Isto não está consumado ainda, mas você está se movendo neste tempo de equilíbrio. E realmente, é a isto que se refere – o equilíbrio.

A MENTE  TAGARELA

P’taah, eu imagino se você poderia ser capaz de nos explicar qual relacionamento poderia existir entre a mente do macaco, a mente tagarela que todos nós, humanos, temos a cada dia, do qual ficamos tão cansados algumas vezes, o nosso desejo, o nosso eu verdadeiro, e o nosso eu mais íntegro.

Está certo. Bem, você sabe amado, que elas não estão tão separadas quanto você possa pensar, embora saibamos que grande parte do tempo ela pareça muito separada de você. Bem, isto o que é a sua mente do macaco, que você chama de tagarela, é a sua parte que experiencia o foco externo. Você pode dizer que não deveria tentar desligá-la, mas sim deveria compreender simplesmente que esta é a experiência de sua vida externa, considerando que o silêncio, este sentimento de conexão, é a sua vida interna. Há muitas metodologias, como você sabe para deixar a mente do macaco continuar com a sua tagarelice e declinar esta atividade para tocar este lugar interior. Naturalmente, um dos meios que você pode fazer isto é com a meditação. E estamos falando de qualquer tipo de meditação, qualquer modo que você goste de encontrar este lugar plácido. Algumas vezes pode ser um passeio em sua bela praia, ou quando você está colocando o seu corpo na água, como você ama fazer. E você percebe que enquanto você faz esta atividade, subitamente a sua mente faz o que quer e você está experienciando o toque deste campo unificado da consciência chamado de seu ser maior. Isto faz sentido para você?

Faz, sim. Eu estava interessado, também, no aspecto do desejo. O desejo parece estar de onde vem o poder.

Oh, você não tem vida aqui se não tem o desejo. Este é parte de sua experiência. Este é alguns dos jogos divertidos sobre o ser humano e está neste plano da realidade. Você sabe que não há nada errado com o desejo. Sem ele, você não tem o mundo como compreende que o seja. O seu desejo é somente que você pode ser mais de quem você realmente é.

ASSUMINDO A RESPONSABILIDADE PELO EU

P’taah, eu gostaria de ter o seu conselho, por favor. O meu marido é muito mais velho do que eu – eu estou para completar cinqüenta anos – e parece como se eu tivesse deixado de fazer muito na vida; entretanto, ele não está realmente interessado. Ele está em uma idade em que prefere se sentar e assistir televisão, e não quer aprender coisas novas. Ele não está interessado no aspecto espiritual das coisas, e realmente eu não sei o que fazer sobre isto. Eu compreendo que eu não deveria me sentir responsável, mas eu me sinto. Eu penso freqüentemente em partir, mas eu não acho que poderia fazer isto e até me sinto culpada por pensar sobre isto. Mas eu estou realmente infeliz e isto parece uma crise.

Obrigado, amada. Esta é uma questão muito boa. De certa forma, isto se relaciona com a pergunta que você fez sobre relacionamento. Entenda, o problema não é com o seu marido. Porque o seu marido está realmente muito contente na vida por assistir a televisão, ler um livro, por não ficar muito aborrecido com as coisas – realmente contente. Assim, nós podemos dizer que o descontentamento, a crise, o sentimento profundo de culpa, está somente dentro de você. Primeiro, nos deixe esclarecer bem isto: em um relacionamento você não é responsável por como alguém mais se sente. Você pode assumir a responsabilidade por você mesma, por seus próprios sentimentos e seus próprios pensamentos e não deve esperar que alguém mais a satisfaça. Sem esta expectativa, você pode então permitir ao seu companheiro que seja este ser soberano, de modo que cada um faça as suas próprias escolhas, nas quais cada um faz o que lhe satisfaça.

Nós dissemos isto antes muitas vezes e as pessoas nos disseram que isto tudo soa como muito egoísmo. Bem, é. Mas quando o relacionamento é baseado no amor, na honra e no respeito, e quando cada pessoa assume a responsabilidade por seus próprios sentimentos e pensamentos, então realmente, isto não tem que criar discórdia, não tem que criar caos e não tem que criar até separação.

E diríamos a todos vocês que se vocês já desejassem abandonar um relacionamento, se perguntassem quem vocês estão levando quando partem. E a resposta é que quando partem, vocês estão levando vocês com vocês e realmente são vocês que criam a realidade.

Assim, se o seu desejo mudar, então cada um deveria assumir a responsabilidade por si mesmo, por seu próprio ser, e assim você poderá criar um relacionamento de uma longa duração, com muita alegria e muita satisfação. A responsabilidade é a primeira regra da vida, você sabe. Assuma a responsabilidade.

Assim, amados, já é o bastante para este dia. Nós lhes agradecemos por esta oportunidade de nos encontrarmos e esperamos ansiosamente pelo nosso próximo momento do Agora juntos.

Até então, com o maior amor, nos despedimos.

Namastê. 

P’taah

Através de Jani King

 
-------.........----==II==-----............--------

Traduzido por: Regina Drumond reginamadrumond@yahoo.com.br 

Direitos Autorais
Jani King
PO Box 1251
Joshua Tree, CA 92252
760-366-0375 - 888-803-1777
Fax 760-366-0385
 www.ptaah.com  - ptaah@ptaah.com

 

Gostou! Indique o site para seus amigos

|Topo da Página|    -    |Voltar Menu P'taah|    -    |Voltar Home|