SOMOS TODOS, VERDADEIRAMENTE, MERECEDORES!
Claudia Rocha
6 de junho de 2017
 
Luz de Gaia
  Há uma verdade onipresente, essencial, e escondida em todas as pessoas e situações.

Entendi que não preciso que o mundo todo me ame, apenas eu mesma.

E eu não preciso necessariamente desse amor, ele é onipresente.

Tanta gente procura ser amado, procura sentir-se merecedor de algo, sente a necessidade de receber um troféu, um mero reconhecimento de uma entidade anónima.

Ensinaram-nos que o propósito de toda a nossa vida é servir a uma plateia invisível.

Que essa plateia está em todo o lado, e o maior triunfo é agradar um conjunto de entidades que nos providenciem uma prova física de que somos merecedores, um título que nos eleve o status, a nossa posição como seres humanos.

Somos mais que seres humanos, e viemos não para ganhar o nosso merecimento, mas para praticar aquilo que é nosso por natureza: a capacidade de criar e receber o que criamos – seja através do trabalho, das ideias, da bondade, do exemplo… mas criamos através do que somos.

O nosso merecimento é inato. Nasce conosco, é a lei do Universo.

Não precisamos “ganhar” alguma coisa, não existe uma entidade superior que nos testa e nos dá uma pontuação na prova da vida.

Apenas podemos criar e receber o que criarmos, através da maneira como existimos e percebemos a vida.

Podemos ficar melhores na arte de viver ou não – seja por experiências que nos fazem baixar a guarda e dizer: “desisto de viver para agradar aos outros”, ou pelas nossas próprias conclusões do que é melhor.

Mas a maior parte resigna-se à visão da entidade invisível, e acha que a vida é uma luta, uma competição, um jogo para ver quem é melhor, mais merecedor, mais bem-sucedido – e para quê?

Se isso é o que lhe faz feliz, então que vá em frente, mas normalmente não é este o caso.

Deixar que a nossa felicidade dependa da resposta dos outros à nossa postura e comportamento (tal e qual como nos ensinaram na escola), é debilitante, desgastante, e é no fundo mentir à nossa essência.

Cada um tem a sua maneira de viver, os seus objetivos e aquilo que lhe faz feliz.

Não é porque nos disseram que toda a gente é feliz a viver da mesma maneira que devemos acreditar, porque mesmo aqueles que querem o nosso bem normalmente querem que o nosso comportamento e ações assentem na SUA ideia de Felicidade.

Que se dane encaixar nas expectativas dos outros – da escola, da família, dos amigos, dos conhecidos, das empresas, das organizações, dos media.

Eu sou eu, e se isso me faz feliz, é o correto para mim. E se não for correto para x? Que essa pessoa encontre a sua própria felicidade, em vez de deixá-la à mercê de outros.

Aprendi muito com a minha família, e eles com certeza aprenderam comigo também.

Todas as pessoas do meu meio social e faixa etária seguiram um caminho linear, que encaixa nas expectativas de toda a gente. Menos eu. Eu desisti da faculdade, saltei de emprego para emprego, comecei a morar com o meu namorado cedo…enfim, o pesadelo de qualquer família que educou a sua filha direito.

Não segui o que me disseram, porque tentei e senti-me drenada emocionalmente. Ouvi as histórias das pessoas que seguiram o percurso dito normal, e elas também se sentiram assim, mas continuaram porque aprenderam que a vida é uma luta, e quem desiste é fraco.

No meio de todo o cansaço físico e mental que passamos nas aparentes provas da vida, esquecemo-nos de parar um pouco e reavaliar o nosso verdadeiro propósito: será ganhar dinheiro? Ter uma família? Um diploma? Ser o melhor dentro da sua área? Ou será ser feliz?

A expressão “ser feliz” tornou-se, no conceito abstrato da maioria das mentes, uma ilusão, uma mera propaganda estampada nos produtos que prometem preencher os vazios emocionais temporariamente.

“Ter” tornou-se no novo “ser”. Na prova dos melhores entre a sociedade, quem tem mais é rei – supostamente.

A lição mais valiosa que aprendi com a minha família foi que as respostas estão sempre dentro de mim. Através do que vivi, tirei as minhas próprias conclusões sobre o que é melhor.

Apesar de tudo o que nos é ensinado, e do fato de eu não concordar com a maior parte, consigo percecionar que há uma verdade onipresente, essencial, e escondida em todas as pessoas e situações.

Não existe uma prova, porque tudo é temporário, e num dia achamos que ganhamos, no outro dia achamos que perdemos tudo – mas está tudo na maneira como nos sentimos e vemos a vida.

Não importa o que os outros pensam, porque todos pensam diferente, e se nos amarmos, isso bastará, porque nada do que os outros façam nos pode prejudicar.

Ser feliz é mesmo o que importa realmente, porque à medida que vivemos e ganhamos posses, status, conhecimentos e experiência, aprendemos que nada disso tem valor, se não formos felizes mesmo sem essas coisas.

Não precisamos que todo o mundo nos ame, apenas algumas pessoas chegam. Porque nos momentos em que ninguém nos reconhece como merecedores, ou quando temos todo o sucesso do mundo – apenas a presença daquelas pessoas especiais importa, assim como a nossa.

Se existimos todos os dias e sobrevivemos a todas essas supostas provas, é porque somos, verdadeiramente, merecedores.

E são as pessoas que estão sempre lá, que nos dão um propósito mais evidente de que somos merecedores de tudo o que desejamos.

 
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  Direitos Autorais:
Claudia Rocha - clow-dy@hotmail.com
Autora do blog Vibe High: reflexões, dicas e processos para utilizar a Lei da Atração com sucesso na sua vida.
http://www.vibe--high.com/

https://osegredo.com.br/2017/06/somos-verdadeiramente-merecedores/
 
 
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