O QUE É “A EXPERIÊNCIA SAGRADA” QUE TODOS NÓS BUSCAMOS?
Mensagem de Neale Donald Walsch
16 de Maio de 2011
 
 

Começo hoje neste espaço com excertos de A Experiência Sagrada, um livro muito especial acerca de uma experiência de vida especial que está aberta a todos nós. Este livro estará em breve disponível para descarregar gratuitamente, na minha página pessoal da rede. Espero que façais o descarregamento da vossa cópia. Ou então, podeis desfrutar aqui desta série de excertos.

Esta página (www.theglobalconversation.com) tem a ver com criar uma Nova História Cultural para a humanidade, e A Experiência Sagrada poderia ser a base dessa nova história. Vede se concordais. Eis aqui a nota de abertura… neste primeiro trecho eu ofereço a minha definição pessoal da Experiência Sagrada para podermos saber sobre o que é que, exactamente, vou falar.

Esta definição surgiu-me como que inesperadamente alguns anos atrás enquanto respondia a uma questão de um e-mail escrito por um homem do Maine. Deixai-me partilhar convosco esta pergunta e resposta e ireis ver o que quero dizer.

(A pergunta de início parece não ter nada a ver com o tópico em questão. Mas esperai. Foi no processo de responder à pergunta que a minha definição da Experiência Sagrada surgiu. Vede o que pensais.)

Olá Neale… Tenho estado recentemente a lutar com o significado de “missão”num mundo pluralista. Missão tem tido muitos diferentes objectivos ao longo da história – converter outros à fé “verdadeira”; estender o reino de Deus; fazer justiça para os pobres e marginalizados, etc.

O nosso mundo parece muito míope quando as pessoas consideram a sua fé a “verdadeira”e a dos outros como condenada ao Inferno. Visto que todos temos, de algum modo, uma concepção diferente do que significa “fé, qual é a responsabilidade de cada pessoas para com as outras – tanto as pessoas de outras religiões como pessoas sem convicções religiosas?

Devemos tentar mostrar aos outros o que nós consideramos “verdadeiro” ou devemos apenas partilhar com os outros, aprender com eles e construir relações recíprocas? O que significa ser uma pessoa de fé – ou seja: Cristã, Budista, Muçulmano ou outra diferente – num mundo pluralista?

Obrigado por quaisquer comentários ou informações que possais ter, Neale! – Matt, Natick, MA

Querido Matt… A única Missão Verdadeira é a missão da alma individual. Qualquer outra missão é uma extensão dessa. A missão da alma individual é conhecer-se a si mesma como é verdadeiramente, na sua própria experiência. Aprendi que isso é realizado através de si mesmo enquanto tal. A vida não é um processo de descoberta; é um processo de criação.

A dificuldade aqui é que, na Realidade Suprema, não é possível criar nada porque o que sempre foi, é agora e sempre será, já foi criado. Assim, o Processo da Criação passa a ser, afinal de contas, não verdadeiramente a Criação, mas a Percepção. Trata-se de ver o que sempre esteve lá, sabendo que sempre foi verdadeiro e vivenciando a Única Experiência Que Existe. Chamamos a isto, vagamente, Deus.

O desafio aqui é que não se pode experimentar a Única Experiência que Existe se ela é, de facto, a “única experiência” que existe. Isto porque a ausência de O Que Não É O Que É, não é.

Posto de modo simples, na ausência da escuridão a luz não é. Na ausência do frio o calor não é. Na ausência de acima, não existe tal coisa como abaixo. Nenhuma destas coisas pode ser experimentada em nada senão em termos relativos. O mesmo é verdadeiro acerca de Deus. E, nessa matéria, acerca da alma humana. Pois a alma humana É Deus, em parte. É um aspecto sagrado e individualizado de O Que É.

Se não existir nada no ambiente, se não existir nada na vizinhança, que é o que NÃO é, então O Que É não pode ser conhecido experimentalmente. Se não há nada na existência que seja o que NÃO É (e, por definição, isto teria que ser verdade), então O Que É não pode ser experimentado. Nem o pode nenhuma Parte Disso. Isto pode ser totalmente conhecido, mas não pode ser experienciado. Ou seja, isso não pode ser conhecido em termos relativos (que é o que a “experiência” é), mas somente em termos absolutos. Isto é o que é verdade no Domínio do Absoluto.

Lembrai-vos sempre disto:

A Experiência é o conhecimento do Absoluto em termos relativos.

Deste modo, no Domínio do Absoluto, O Que É não pode experimentar a Sua própria magnificência. Não pode conhecer a glória de Si mesmo, a maravilha de Si mesmo, a Verdade de Si mesmo.

Esta é a condição enfrentada por Deus (O Que É), esta é a condição enfrentada pela vossa alma. Agora entendeis a razão pela qual a vida física existe, tal como a conhecemos.

A criação da Fisicalidade produziu uma solução para o enigma de Deus – uma solução que é engenhosa e espectacular: criar uma realidade inteira baseada da Ilusão. Essa frase em si mesma, “a realidade baseada na ilusão” é um oxímoro, uma contradição, mas ela alcança a ideia.

E, assim, nós encontramo-nos neste Alice no país das Maravilhas (uma Alice no universo das Maravilhas, realmente) em que nós juramos que o que é Assim NÃO é Assim, e o que NÃO é Assim, é Assim. É um “país das maravilhas”, no sentido em que nos permite experimentar a Verdadeira Maravilha de Quem Nós Realmente Somos. Fazemos isto invocando o Oposto do Quem Nós Somos, e ao experienciar-nos a nós mesmos em relação com isso.

Subitamente, temos um ponto de referência através do qual nos podemos conhecer a nós mesmos. (Lembrai-vos de que eu disse que a missão da alma individual é conhecer-se a si mesma como verdadeiramente é, na sua própria experiência.

Tudo isto estabelece a base teológica para a minha (finalmente!) resposta directa à sua questão. O que é contrário a nós, o que é “não nós”, existe por uma razão muito sagrada: para que assim possamos anunciar e declarar, expressar e experimentar, tornarmo-nos e realizarmos Quem Realmente Somos.

Portanto, não julgueis e nem condeneis.

Não levanteis o vosso punho para a escuridão, mas sede uma luz na escuridão e não a amaldiçoeis.

A nossa “missão” face às pessoas de outras crenças religiosas é aceitá-las exactamente como elas são. Não procurar convertê-las, não julgá-las e, certamente, não as condenar.

Agora Matt, haveis colocado a vossa questão dentro de um enigma que oferece duas escolhas – contudo, estas escolhas não são, na verdade, mutuamente exclusivas. Não tem que ser uma ou a outra, como o colocastes. Haveis perguntado: “Devemos tentar mostrar aos outros o que consideramos “verdade” ou devemos tentar somente partilhar com os outros, aprender com eles e construir relações recíprocas?”

Eu creio que podemos fazer ambas.

Enquanto partilhamos com outros, aprendemos com eles e construímos relações recíprocas, nós MOSTRAMOS aos outros o que consideramos ser verdade. De facto, esta é a forma mais eficaz de o mostrar.

Assim, libertamos as pessoas das suas próprias crenças limitativas acerca de nós. Isto, eventualmente libertá-las-á das suas próprias crenças limitativas acerca delas mesmas. Rapidamente elas vão, também, Saber Quem São Realmente.

E então, Matt, caminhai no mundo não como alguém que procura converter ou convencer os outros de nada, mas simplesmente como alguém que procura conhecer os outros enquanto Tudo. Quando conheceis tudo enquanto Tudo, então conheceis o vosso Eu enquanto Tudo também. Vedes o vosso Eu em casa outra pessoa. Na verdade, em cada outra coisa que existe. De repente, a magnificência e a glória do Quem Sois torna-se visível para vós. Torna-se parte da vossa experiência. Já não é algo que conheceis intelectualmente, é algo que conheceis experiencialmente.

Muitas pessoas têm tido esta experiência (a experiência de ser Tudo) momentaneamente. Elas têm-na tido em meditação, talvez, ou num momento de puro silêncio, ou no meio de uma interacção intensa com outro (tal como uma união sexual ou rir até às lágrimas, ou chorar juntos, ou caminhar sós pelo bosque numa manhã ensolarada, ou nadar num oceano, ou, simplesmente….lavar pratos.)

Eu chamo a isto A Experiência Sagrada.

É quando sabeis Quem Realmente Sois.

Enquanto muitas pessoas têm tido esta experiência momentaneamente, o truque é tê-la continuamente. Ou, pelo menos, uma quantidade de tempo maior. Esta foi a ânsia de Buda. Foi a jornada de Cristo. É a oportunidade colocada diante de cada um de nós.

Muitos Mestres nos mostraram o caminho.

O caminho é para nós SERMOS o caminho.

Eu Sou o Caminho e a Vida. Segui-me.

Isto foi o que os Mestres afirmaram. Isto é o que todos os Estudantes compreenderam.

Portanto, não procurais o vosso Mestre, SEDE o Mestre por quem tendes procurado. Não busqueis a Verdade, SEDE a Verdade que tendes procurado. E não tenteis mudar o outro, SEDE a mudança que desejais ver.

Esta é a vossa missão, Matt, e não existe outra.

Abençoai-vos, Matt, com o saber de Quem Realmente Sois. Possa Deus ser experienciado por vós através de vós, e através de viverdes a vossa vida.

Amor sempre, e todos os caminhos…

Neale

 
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© 2010 Fundação Recreation – http://www.cwg.org – Neale Donald Walsch é um mensageiro espiritual contemporâneo cujas palavras continuam a tocar o mundo. A sua série de livros Conversas com Deus foi traduzida para 27 línguas e tem inspirado importantes mudanças nas vidas de milhões de pessoas.

Tradução: Ana Belo – anatbelo@hotmail.com

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