DEFINIR UMA “EXPERIÊNCIA SAGRADA”
Mensagem de Neale Donald Walsch
30 de julho de 2011
 
Na semana passada, prometi que nesta edição do Boletim veríamos o quanto apreendi através das minhas conversas com Deus, da minha amizade com Deus e a minha experiência de comunhão com Deus. Deixem-me começar este discurso dizendo em primeiro lugar que eu aprendi o que é verdadeiramente o Experiência Sagrada. E aprendi como mover-me para dentro dessa experiência à vontade. No entanto, não aprendi como a manter. Nem sequer tenho a certeza de o querer.

Explicarei isto mais tarde. Sei que, do lado de fora, isto parece uma coisa pouco comum para se dizer, mas isto é o que iremos discutir aqui. E toda esta discussão ajudará, espero, a aproximarem-se da vossa própria experiência e a revelarem a vossa própria verdade acerca destas coisas.

Devo agora dar-vos a minha definição pessoal de Experiência Sagrada para podermos saber simplesmente sobre o que é, exatamente, que eu vou falar. Esta definição apareceu-me meio inesperadamente há uns anos enquanto eu respondia a uma questão de um e-mail enviado por um homem em Maine. Deixem-me partilhar convosco esta pergunta e resposta e verão o que quero dizer.

(A pergunta ao princípio parece não ter nada a ver com o tópico em questão. Mas esperem. Foi no processo de responder à questão que a minha definição da Experiência Sagrada surgiu. Vejam o que penso.)

Olá Neale… Tenho estado recentemente a lutar com o que significa “missão” num mundo pluralista. Missão tem tido muitos objetivos diferentes ao longo da história – converter outros à “verdadeira” fé; alargar o reino de Deus; fazer justiça para os pobres e marginalizados, etc.

O nosso mundo parece muito míope quando as pessoas consideram a sua fé a “verdadeira” fé e os outros como condenados ao inferno. Visto que todos nós temos uma conceção um pouco diferente do que significa “fé”, qual é a responsabilidade de cada um para com os outros – tanto pessoas de outras religiões como pessoas sem fé?

Devíamos tentar mostrar aos outros o que consideramos “verdadeiro” ou devíamos tentar partilhar com os outros, aprender com eles e construir amizades recíprocas? O que quer dizer ser uma pessoa de fé – i.e., Cristã, Budista, Muçulmana ou de outra maneira – num mundo pluralista?

Obrigada por quaisquer comentários ou visões que possa ter, Neale! Matt, Natick, MA

Caro Matt… A única Missão Verdadeira é a missão da alma individual. Qualquer outra missão é uma extensão dessa. A missão da alma individual é conhecer-se a si mesma como verdadeiramente é, na sua própria experiência. Aprendi que isto é cumprido criando-se a si mesma como tal. A vida não é um processo de descoberta; é um processo de criação.

A dificuldade aqui é que, na Realidade Última, não é possível criar nada porque tudo que sempre foi, é agora e sempre será, já foi realmente criado. Assim, o Processo de Criação acaba por ser, afinal de contas, não Criação na verdade, mas Perceção. Trata-se de ver o que sempre esteve lá, sabendo que sempre foi verdadeiro e experienciar a Única Experiência Que Existe. Chamamos a isto, espontaneamente: Deus. O desafio aqui é que não se pode experienciar A Única Experiência Que Existe se ela é, e facto, a “única experiência” que existe. Isto porque na ausência Do Que Não É, O Que É, não é.

Simplificando, na ausência da escuridão, a luz não é. Na ausência do frio, o quente não é. Na ausência do acima, não existe tal coisa como abaixo. Nenhuma destas coisas pode ser experienciada em nada senão em termos relativos. O mesmo é verdade acerca de Deus. E, neste caso, da alma humana. Pois a alma humana É DEUS, em parte. É um aspeto individual e sagrado de O Que É.

Se não houver nada no ambiente, se não houver nada nas vizinhanças, que NÃO seja O Que É, então O Que É não pode ser conhecido experiencialmente. Se não há nada na existência que NÃO seja O Que É (e por definição isto teria que ser verdade), então O Que É não pode ser experienciado. Ou seja, não pode ser conhecido em termos relativos (que é o que “experiência” é), mas apenas em termos absolutos. Isto é o que é verdadeiro em termos no Domínio do Absoluto.

Lembrem-se sempre disto: A EXPERIÊNCIA É O CONHECIMENTO DO ABSOLUTO EM TERMOS RELATIVOS.

Esta notável discussão continuará na próxima semana.
Amor e abraços,
Neale

 
.....---==oo0II0oo==--......----.....---==II==----.....----.....---==oo0II0oo==--......
 
© 2010 Fundação Recreation – http://www.cwg.org – Neale Donald Walsch é um mensageiro espiritual contemporâneo cujas palavras continuam a tocar o mundo. A sua série de livros Conversas com Deus foi traduzida para 27 línguas e tem inspirado importantes mudanças nas vidas de milhões de pessoas.
 
Gostou! Indique para seus amigos.
|Topo da Pagina| - |Voltar Menu Neale Walsch| - |Voltar Home|