O CAMINHO PARA A ALMA
Mensagem de Neale Donald Walsch,
11 de Janeiro de 2011
 

Conversas com Deus dizem-nos que nós somos seres tri-partidos, feitos de Corpo, Mente e Alma. Nas próximas semanas, aqui no Boletim, gostaria de explorar convosco o caminho para a Alma porque recebi muitas perguntas acerca da Alma e sobre como “chegar lá.”

Irei começar por afirmar que o caminho para a Alma é o caminho para fora da Mente. A Alma e a Mente não existem no mesmo lugar. Não podem andar de mãos dadas, por assim dizer; elas podem funcionar con-juntamente – mas não podem ocupar o mesmo espaço. Não são uma e a mesma, nem deviam ser pensadas como idênticas. A Mente é uma coisa, a Alma é outra completamente diferente. Ambas têm uma finalidade e uma função na experiência humana.

O problema com a Vida é que nós não a entendemos. E é por isso ela se tornou tão problemática.

Muito pouco na Vida está a funcionar da forma como deveria estar a funcionar, sabeis disso? Eu quero dizer, não era para ser esta ruptura, esta desarticulação, este desapontamento. Nunca houve a intenção de que fosse esta dificuldade ou esta injúria ou este desafio.

Tendo isto sido dito, toda a Vida é desafiadora desde o início, para cada espécie emergente, porque todas as espécies passaram os seus momentos de desenvolvimento iniciais tentando descobrir as coisas, tentando “perceber” o que se passava, tentando compreender o que não compreendiam… a compreensão do que mudaria tudo.

Nós, humanos, passámos no entanto de longe muito mais tempo nesta parte do processo evolutivo. E quando as espécies passam muito tempo na sua fase inicial de desenvolvimento, correm o perigo de nunca mais sair dessa fase - a razão principal pela qual, funcionando a partir de um nível de consciência extremamente limitado, as espécies simplesmente se extinguem por força dos seus próprios comportamentos.

Ela fá-lo por si mesma. Extingue-se na sua Forma de Vida particular. Não a Própria Vida, mas a Vida nessa forma específica.

Este é o perigo que nos espreita. Nós humanos somos como espécies emergentes, não cometamos erros com isto. Não façamos interpretações erradas à volta disto. Qualquer um que pense que o Homo Sapiens é uma espécie altamente evoluída precisa apenas de olhar para os nossos comportamentos colectivos. Será rapidamente desenganado desta noção.

Assim, vamos ser claros. Estamos nos momentos iniciais do nosso desenvolvimento, da nossa evolução. Estamos ainda a tentar descobrir as coisas, ainda a tentar compreender o que se passa aqui. E estamos a cometer um erro enorme à medida que procuramos as nossas respostas: estamos a usar a nossa Mente como a nossa principal ferramenta de investigação.

Trata-se de um enorme erro porque as respostas que procuramos não vão ser, e não podem ser nunca, encontradas na nossa Mente. O que é tentador é que quase podemos chegar lá. Quase podemos compreender. Mas não podemos perceber plenamente o que precisamos de perceber a fim de nos movermos do processo evolutivo para diante, senão ao ritmo mais lento.

E então nós encontramo-nos numa imobilização virtual. Não fizemos nenhum avanço evolutivo durante milhares de anos.

Ainda pensamos que estamos separados uns dos outros e de tudo o mais.

Ainda pensamos que “não há o suficiente”, e que temos que lutar uns com os outros para termos o “suficiente”.

Ainda pensamos que temos que nos matar se não tivermos o “suficiente” lutando uns com os outros.

Ainda pensamos, mesmo depois de termos o “suficiente”, que não temos o “suficiente”.

Estes são os pensamentos das espécies iniciais, de uma raça muito primitiva. E estes são os mesmos pensamentos que conduzem o motor da actual experiência da humanidade – da nossa economia, da nossa política, dos nossos sistemas sociais de todo o tipo e, sim, mesmo das nossas religiões.

Estes são os pensamentos que contamos à nossa descendência nas estórias a que chamamos “educação”. E o problema é que estes são apenas os “pensamentos”.

Enquanto ficarmos com os nossos “pensamentos” e lhes chamarmos “verdade”, nós permaneceremos como espécies primitivas. Enquanto insistirmos em usar a nossa Mente como a ferramenta principal das nossas investigações, estaremos perdidos no labirinto, incapazes de encontrar o nosso caminho para fora dele ou as nossas construções. Permaneceremos numa prisão elaborada por nós mesmos.

O que nós precisamos agora é o que o filósofo Alan Sahsa Lithman chama de “uma mutação de consciência”. E iremos falar mais acerca disso e de como a podemos realizar, na próxima semana, neste lugar.

Amor e abraços

Neale

 
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© 2010 Fundação Recreation – http://www.cwg.org – Neale Donald Walsch é um mensageiro espiritual contemporâneo cujas palavras continuam a tocar o mundo. A sua série de livros Conversas com Deus foi traduzida para 27 línguas e tem inspirado importantes mudanças nas vidas de milhões de pessoas.

Tradução: Ana Belo – anatbelo@hotmail.com

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