VIOLÊNCIA NO EGITO, NA SÍRIA E NO MUNDO
Mensagem de Julie Redstone
28 de Julho de 2013
 
 
  Estamos em um momento em que está aparecendo com maior necessidade a escolha de meios e caminhos que não sejam violentos em relação aos objetivos e motivações mais profundas que os nossos corações mantêm. A necessidade de escolher está se tornando mais imperativa, enquanto as motivações em relação à revolta e aos conflitos se tornam mais evidentes, e como isto pode parecer que não há outra maneira.

Não compreendemos como membros de uma nação cometem atrocidades em relação a outros membros da mesma nação, nem que a “causa’ possa justificar o assassinato de homens, mulheres e crianças inocentes, cujos objetivos são pacíficos. Não compreendemos as sementes do ódio e do medo que podem surgir no peito humano, gerando uma resposta protetora que pode, em nome da defesa, tornar-se crime.

Nós, que não estamos no meio de uma batalha interna, olhamos com dor e choque o fenômeno de compatriotas matando compatriotas. Observamos com dor e choque os sentimentos que exigiriam tal resultado. E, no entanto, nós, também, devemos olhar dentro dos nossos corações para ver onde habita o medo e uma sensação de falta de segurança – medo do futuro, medo do desamparo, medo da miséria, medo do controle autoritário – aí as sementes da raiva e da violência encontram um terreno fértil em que serão plantadas.

O medo é um poderoso condutor. E onde eles se associam com as experiências reais da impotência para mudar as coisas, ou porque uma representação adequada das próprias necessidades e pontos de vista não está presente, ou porque a mudança parece não ser possível, devido à influência dominante de outro grupo mais poderoso – onde estes são fatores, então pode-se buscar instituir a mudança, não através de meios pacíficos, não através de meios eleitorais, mas através de meios violentos. Esta é a base para a derrubada de governos que permaneceriam firmemente entrincheirados em suas políticas e práticas, e esta é a razão para a exibição recíproca do poder e da força, por parte daqueles que gostariam de permanecer no poder.

Não pode haver paz, a menos que a base para o medo seja capaz de ser tratada de uma forma diferente. Não pode haver paz, a menos que seja aceito por todos os interessados que o seu ponto de vista seja ouvido e reconhecido. Na medida em que o medo é tratado pela adoção de armas, e na medida em que parece que não se pode ser ouvido e provavelmente nunca se poderá ser ouvido por aqueles que têm outras prioridades na mente, a violência pode parecer o único recurso para criar a mudança e remover este desequilíbrio.

Em meio a tais resultados, em meio a estas turbulências, a fé na humanidade comum dos seres humanos precisa ser restaurada e o alinhamento com aquelas forças internas e externas que iriam inflamar o ódio e o medo precisa ser eliminado ou acalmado. Há forças e motivações nas pessoas e energias, além de pessoas que buscam perpetuar o conflito violento e não estabelecer um reino de paz. Estas forças e motivações devem ser reconhecidas, e a escolha de não lhes dar credibilidade, de não acreditar, junto com eles, que a mudança pode somente ser induzida pela violência e pelo ódio, deve ser firmemente mantida.

Quando este for o caso e na medida em que este é o caso, o coração humano, em contato com as suas verdades mais profundas, encontrará uma maneira de se comunicar com os outros e estar com os outros com quem ele pode ter uma vez parecido impossível de se comunicar ou de estar. O coração humano, em contato com os seus próprios recessos, encontrará uma maneira de reconhecer e de aceitar a unidade de todos os objetivos e metas de cada coração humano mais profundo, e conceder estes atributos comuns até mesmo a “ex-inimigos”.

Não estamos ainda em tal momento, mas estamos em um momento em que há uma maior necessidade de escolher meios e caminhos que não sejam violentos com os objetivos do nosso coração e as motivações mais profundas que ele mantém. A necessidade de escolher está se tornando mais imperativa, enquanto as motivações em relação a revoltas e conflitos se tornam mais evidentes, e como pode parecer que não há outra maneira. Esta escolha é feita primeiro por cada consciência individual, então por grupos de pessoas, em seguida por nações, de não justificar o uso de meios violentos para alcançar as próprias metas, como se isto fosse a única maneira – de não ser seduzido pela crença de que a ira e a revolta violenta são os únicos meios para um fim.

Na presença do alinhamento com as verdades mais profundas do coração, cada coração encontrará a coragem e o compromisso de buscar e de encontrar as rotas alternativas que podem ser encontradas para a cooperação, o compromisso e a paz. Cada coração encontrará o caminho, porque há um caminho, e porque todos os corações vivem nos recessos de sua vida interior, no domínio de uma unidade essencial que envolve todos. Este é o objetivo que deve ser buscado, não como um objetivo idealista que nunca pode ser realizado, mas como uma meta realista cujo momento chegou.
 
 
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Direitos Autorais:
Fonte: http://lightomega.org/ 

Traduzido por: Regina Drumond Chichorro – reginamadrumond@yahoo.com.br 
 
 
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