POLÍTICA PRESIDENCIAL E OS VALORES DO CORAÇÃO
Mensagem de Julie Redstone
30 de Maio de 2016
 
LUZ DE GAIA
 
  A partir de nosso desejo de melhorar as nossas vidas, de proteger e apoiar os nossos filhos, de superar um sentimento de instabilidade económica e medo, e colocar nossa economia nacional em uma base sólida, podemos escolher os valores que criem um meio para um fim cujas qualidades sejam carentes de amor.

Nesta temporada política é importante lembrar os valores do coração. Com demasiada frequência, estes valores são substituídos por outros valores e objetivos que parecem mais importantes, de modo que os valores do coração tornam-se ofuscados. No entanto, eles lá estão, por baixo de todo o glamour do que pode parecer como soluções visionárias para os problemas de longa data, e estratégias eficazes que parecem fazer sentido, mas não a longo prazo. Emoções de ansiedade e frustração associadas à incerteza da nossa própria mente sobre o que fazer em relação aos encargos que levamos, podem nos atrair para aqueles que exibem grande confiança em áreas onde estamos inseguros. Elas podem nos permitir procurar ansiosamente as estratégias que parecem eficazes para resolver os nossos problemas, enquanto diminuem em importância o custo de tal 'eficácia', o custo em termos humanos, o custo em termos dos valores do coração. Em momentos de incerteza e dúvida, podemos tirar conforto de soluções que nos oferecem ajuda para os nossos problemas, apesar de não perceber por que meios esta ajuda está sendo oferecida e qual pode ser o seu efeito. O discernimento é necessário para que uma voz interior nos fale quando a necessidade de soluções eficazes diminui a importância do amor, quando diminui a verdade do nosso próprio coração.

QUAIS SÃO OS VALORES DO CORAÇÃO

1 – HUMILDADE – Esta pode ser ofuscada pelo fascínio da autoconfiança e a tranquilidade de quem “parece conhecer”.

2 – A BONDADE PARA COM TODOS – Isto pode ser substituído pelo sentimento, real para muitos, de que somos ameaçados a partir de uma variedade de direções, tanto econômicas quanto ideológicas, e esta autoproteção é a resposta para tal ameaça. Esta orientação pode eliminar completamente a percepção de que o amor desapareceu, que o medo ocupou o seu lugar, e que os valores da inclusão que o amor proclama e sobre os quais a América foi fundada, tornaram-se um luxo e não uma necessidade.

3 – DESEJO PELA PAZ E A COOPERAÇÃO – Uma crença existe hoje entre alguns, que tem raízes profundas em nossa sociedade, ou seja, que a concorrência, a base tradicional para uma “economia de mercado livre”, é parte do mundo “real”, e que a cooperação com os outros como um princípio fundamental está bem, contanto que não limite a liberdade individual. A empresa individual é muito valorizada neste país como o meio pelo qual cada pessoa assume a responsabilidade de criar as suas próprias vidas. No entanto, muitas vezes, o bem comum ou os esforços em sustentar e reforçar o “bem de todos”, é visto como minando a liberdade individual. Onde o amor foi ofuscado, a dicotomia entre a liberdade individual e as necessidades de todos pode se tornar a base para a extrema polarização, onde a ilusão é perpetuada e ambos não podem existir em harmonia. Isto é uma crença, não uma verdade. E, no entanto, quando o medo está presente, pode parecer que a serviço às necessidades de todos, a liberdade pode estar em risco, ou vice-versa.

4 – AMOR – O desaparecimento do amor como motivo principal na arena política é o fator mais importante na compreensão do nível do discurso que ocorre hoje na cena política. Como nos sentimos em relação a isto, como os nossos corações avaliam isto e respondem a isto, determina a quem ouvimos e que porta-vozes optamos por seguir. Porque, se outros valores tais como o sucesso, a superioridade econômica ou a liberdade individual são considerados somente como possíveis à custa do amor, então, somos vulneráveis a uma ilusão que nos diz que devemos desistir de um para termos o outro. A partir de nosso desejo de melhorar as nossas vidas, de proteger e de apoiar os nossos filhos, de superar uma sensação de instabilidade econômica e de medo, e de colocar a nossa economia nacional sobre uma base firme, podemos escolher valores que criem um meio para um fim cujas qualidades estão carentes de amor. Que isto é baseado em uma ilusão que, muitas vezes, não é evidente, no entanto, ao apoiarmos esta crença, podemos sentir que o amor é somente importante depois que as nossas outras necessidades são satisfeitas. Isto pode não ser verdade, pois em todos os casos, os meios pelos quais fazemos as coisas e os fins que buscamos alcançar, estão ligados uns aos outros. Quando eliminamos o amor da equação, de qualquer equação, criamos um resultado que é isento de amor, e pagamos um preço que podemos não ter sabido que teríamos que pagar.

Muitos estão desiludidos. Muitos têm lutado por muito tempo com a incerteza econômica. Muitos se sentem desanimados com o futuro, por causa do declínio econômico, das alterações climáticas, e do medo gerado pelo terrorismo, tanto no exterior, quanto em nosso próprio país. Como resultado, buscamos soluções aos problemas que parecem oferecer um caminho ou uma saída, sem nos lembrarmos de que os meios e os fins estão intimamente ligados. Desta forma, e com base em nossa decepção com outros meios para avançar, criamos um futuro que terá novos problemas próprios. Esquecemo-nos de que, como indivíduos e como uma nação, devemos preservar os valores do coração que fazem parte de nosso ser mais profundo, ou o que criarmos a longo prazo será imperfeito em sua expressão.
 
 
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Direitos Autorais:

Fonte: http://lightomega.org/ 

Traduzido por: Regina Drumond Chichorro – reginamadrumond@yahoo.com.br 
 
 
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