– LIBERDADE E UNIDADE –
A GRANDE DIVISÃO POLÍTICA AMERICANA
Mensagem de Julie Redstone
12 de Julho de 2016
 
luz de gaia
 
  Chegamos a um momento de fronteiras e barreiras, de acreditarmos no “lado” em que estamos sobre a nossa retidão, e com desprezo pelos pontos de vista e pelas crenças dos outros. Chegamos a um momento de não reconhecermos que estamos, ao mesmo tempo, minando a própria possibilidade de ter o que desejamos.

Precisamos uns dos outros e perdemos de vista este fato. Nós, de cada lado da “divisão”, somos parte uns dos outros, parte da grande tradição Americana de representar os direitos de cada indivíduo para determinar o seu próprio destino, enquanto ao mesmo tempo, assegurando que estes mesmos direitos sejam concedidos a todos.

A grande “divisão” não é somente entre independência e unidade, mas entre liberdade e igualdade, pois a promessa fundamental da independência é a da liberdade para o indivíduo, enquanto a promessa fundamental da igualdade é que todos os homens e mulheres, em todos os lugares, tenham a mesma oportunidade de exercer o seu livre arbítrio em todas as áreas da vida.

Chegamos tão longe como uma nação para acreditarmos que a “independência” e a “unidade” são opostas, que já não podemos ver como elas se misturam. Mantemos isto, em princípio, no entanto, na prática, há os estados “vermelhos”, e os estados “azuis”, o “direito” e o “esquerdo”, aqueles que têm representantes de um partido político, ou aqueles que odeiam os representantes do outro. Precisamos uns dos outros.

Precisamos uns dos outros não somente para dar sentido à democracia que a América pretende ser – um testemunho complexo e magnífico para a capacidade dos seres humanos de desenvolver uma forma externa de governo que representa os princípios interiores do Espírito – mas também para permitir que esta forma exterior represente adequadamente estes princípios. Precisamos uns dos outros.

Chegamos a um momento de fronteiras e barreiras, de acreditarmos no “lado” em que estamos sobre a nossa retidão e com desprezo pelos pontos de vista e pelas crenças dos outros. Chegamos a um momento de não reconhecermos que estamos, ao mesmo tempo, minando a própria possibilidade de ter o que desejamos. Pois a liberdade e a igualdade são e devem estar unidas entre si. Elas não estão separadas, pois os seres humanos não vivem sozinhos. Eles vivem com e para os outros, apesar de todas as aparências em contrário. Os seres humanos não estão sozinhos e não vivem sozinhos. Eles devem, portanto, criar uma estrutura social em que todos possam viver livremente, com igual ênfase em “todos” e “livremente”. Precisamos uns dos outros.

Quando olhamos através das barreiras que os nossos próprios corações criaram, quando olhamos para o outro “lado” e nos sentimos desanimados ou mesmo piores em seu ponto de vista, estamos olhando através dos olhos da percepção limitada, como estão aqueles que estão também olhando para nós, além de suas próprias barreiras. A percepção limitada é que somente podemos defender uma posição ou outra, ou a independência ou a unidade, ou a liberdade ou a igualdade. No entanto, isto não é verdade. A liberdade de todos deve ocorrer na oportunidade igual de todos serem livres. A igualdade de todos deve ocorrer na liberdade de cada indivíduo de ser ele mesmo. Nossos corações sabem como resolver esta dicotomia, ainda que as nossas mentes não. É acolhermos a compreensão de que precisamos uns dos outros.

Deixem os nossos corações se abrandarem, de modo que onde quer que vejamos através das lentes do “nós” e do “eles”, reconheçamos o nosso erro de cálculo. Vamos procurar a verdade que engloba tudo, que não deixa ninguém de fora, que nenhum ponto de vista seja incompatível com o nosso se observarmos a essência mais profunda desta verdade. Isto é verdade mesmo em relação àqueles que fazem coisas terríveis em nome da virtude e até mesmo em nome do Divino. No âmago de suas ações equivocadas está o desejo de viver livremente, assim como no âmago de todas as ações equivocadas está a crença em algo que parece certo. Precisamos uns dos outros e devemos aprender a permitir que os nossos corações nos guiem para a expressão exterior do que o nosso ser interior mantém como mais essencial e verdadeiro.
 
 
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Direitos Autorais:
Fonte: http://lightomega.org/ 

Traduzido por: Regina Drumond Chichorro – reginamadrumond@yahoo.com.br 
 
 
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