DOIS TIPOS DE ESCURIDÃO
Mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
30 de setembro de 2013
 
  Querido amigo, eu sou Jeshua, um velho amigo que está muito feliz por compartilhar esta tarde com você, simplesmente estando juntos na energia do amor e unidade. Isto é uma coisa que você deseja tanto, porque frequentemente se sente desorientado e perdido nesta vida na Terra. Estou aqui para lembrar-lo da verdade que vive no seu interior, na sua alma. Ela não é observável a olho nu e muitas vezes você perde contato com essa verdade, quando está ocupado e envolvido nas suas diversas atividades, deveres e responsabilidades.

Por favor, tome um momento para ficar tranquilo e deixar todas essas pressões externas desaparecerem. Sinta o silêncio nas profundezas do seu ser. O silêncio em seu coração não é um vazio, mas uma presença integral, que só pode ser percebida se você se afastar da agitação do dia-a-dia. Estamos aqui hoje para dar esse passo, de modo que você se lembre de quem você é, e para revitalizá-lo com a plenitude do silêncio em seu coração. Isto o capacitará a começar a viver de novo, só que agora, com mais tranquilidade e alegria.

Às vezes, a vida parece uma batalha, mas não é assim que ela deveria ser. Essencialmente, você está aqui para experienciar a si mesmo, para se lembrar da sua força e da sua beleza como anjo radiante de luz, e para compartilhar essa luz com os outros. Fazendo isto, você se sentirá em casa na Terra. A vida tornar-se-á simples, fácil e alegre novamente.

Então, volte-se para dentro de si, junto comigo, e lembre-se da fonte da qual você veio: a Luz imperecível, eterna, que está sempre se movendo e se modificando, tomando novas formas, e, ainda assim, é sempre indivisível e Uma só. Você faz parte desse fluxo e, na verdade, nada pode lhe acontecer. Você está seguro e inteiro, mesmo agora, enquanto vive no seu corpo terreno. Você está seguro, mesmo neste mundo, que parece tão dominado pela luta e conflito.

Hoje vamos falar sobre Luz e escuridão, e sobre levar a Luz para a escuridão. E o que é a escuridão? É algo que evoca resistência em você, enquanto ser humano. Ninguém quer experimentar a escuridão, ninguém quer sofrer de dor, tristeza ou medo. No entanto, ela faz parte da sua vida. Então, por que essa escuridão existe?

As pessoas vêm se perguntando isto há séculos. Agora, para começar, muito depende de como você faz a pergunta. Você pergunta com uma atitude de abertura: “Por que existe escuridão? Por que isto está acontecendo comigo? O que eu deveria fazer com isto?” Ou coloca a questão a partir do medo, raiva e resistência: “Por que, meu Deus, esta escuridão está presente na minha vida? Como posso me livrar dela ou evitá-la?”. Sinta o desespero e a resistência que esta última forma de questionar expressa, e reconheça essas emoções em você mesmo, porque são reações humanas de resistência a tudo o que parece sombrio, nocivo ou difícil.

Seu maior desafio, enquanto ser humano, é dizer “sim” para situações que inicialmente você se recusa a aceitar; dizer “sim” para aquilo que você quer evitar a qualquer custo! Dizer “sim” para o que vem à sua vida em forma de escuridão requer uma grande força interior. Se não consegue encontrar essa força – o que é compreensível – e diz “não”, você se endurece em relação ao que aconteceu, e a escuridão torna-se mais profunda, e o desespero aumenta.

Na verdade, existem dois tipos de escuridão na vida. A primeira é alguma coisa externa que lhe acontece em sua jornada na vida. Pode ser a separação de alguém que você ama, uma doença, um acidente, uma crise, uma fatalidade… qualquer coisa que o angustie profundamente. Vamos chamar isto de “escuridão um”

E depois, há a sua reação a isso, sua resposta emocional. Todo ser humano tem a tendência a resistir ao destino, inicialmente, a protestar contra a escuridão. Mas se você mantém sua resistência, se fecha e continua dizendo “não”, fazendo julgamentos sobre o que está acontecendo na sua vida, então forma-se uma camada adicional de escuridão, um segundo tipo de escuridão, que chamarei de “escuridão dois”. Ela envolve a “escuridão um”.

A “escuridão um” leva-o a um nível de emoções intensas e profundas. Acontece alguma coisa na sua vida que lhe traz muita tristeza, medo e dor. E enquanto vivencia essas emoções, você está bem vivo. A vida flui através de você como uma onda gigantesca. Você pode permitir que isto aconteça? Cargas emocionais profundas o aniquilam – elas chocam você – e então se transformam numa questão de saber se você tem força para confiar que existe algo nessa experiência que o levará a algum lugar; confiar que a vida tem sentido, mesmo que nós, seres humanos, muitas vezes não consigamos compreender esse sentido. Colocando isto em termos mais fortes ainda… para aceitar que a sua alma pode ter escolhido viver essa experiência, talvez para trazer à tona algo que estava oculto, e curar alguma coisa que você não sabia que precisava de cura.

Há, então, um momento de escolha, no qual você é confrontado com opções fortes: aceitar e se entregar ou resistir e se fechar.

É mais humano querer dizer “não”. Não direi que isto é errado, mas agindo assim, você está colocando uma camada extra de escuridão sobre aquela já presente, um segundo tipo de escuridão, a “escuridão dois”, como a denominei. Esta escuridão vem de dentro de você – é a sua reação à “escuridão um”. Se persistir em dizer “não”, o fluxo de suas emoções será reprimido, interrompido, e você ficará imobilizado. “Não, eu não quero vivenciar isto; eu me recuso; eu não posso aceitar isto!” Se persistir, você será preenchido com ressentimento, raiva e amargura. Estes sentimentos não são realmente emoções, mas julgamentos que congelam o fluxo natural de emoções no seu interior. A “escuridão dois” impede que a vida flua através de você, porque você mesmo construiu muros e defesas. No fim, isto poderá lhe atrair formas graves de escuridão, como desespero profundo, alienação e depressão. Quando você está em depressão, o fluxo de vida está quase parado. Você se sente morto por dentro.

A vida está sempre sujeita a mudanças. A vida, por natureza, contém a possibilidade de crescimento e cura para um novo nascimento, se você confiar nela, num nível básico. Mas, se persistir em dizer “não”, você fecha essa possibilidade; você continua insistindo que a vida não é como deveria ser e, ao julgar a vida deste modo, você se desconecta dela. Assim, você chega à escuridão mais profunda que um ser humano pode vivenciar. Não é a “escuridão um” (situações externas) que leva as pessoas aos níveis mais profundos de escuridão, mas a recusa persistente em aceitar as emoções que emergem da “escuridão um”. E isto é a “escuridão dois” – um endurecimento interior, um fechamento da sua natureza emocional.

Como se pode levar Luz a este tipo de escuridão?

Se uma pessoa entra no primeiro tipo de escuridão e fica muito triste, ansiosa e angustiada, ainda podemos chegar até ela, pois ela ainda está viva, em contato com as emoções que percorrem seu corpo e psique, e procura ativamente o sentido por trás do que lhe está acontecendo. Esta pessoa ainda está inteira e saudável, do ponto de vista psicológico, mesmo que esteja enfrentando uma situação muito grave. Uma pessoa que esteja lidando com a “escuridão um” tem necessidade de conforto e compaixão, e é capaz de receber e apreciar um gesto amoroso de outra – ela ainda está bem viva.

Mas aquela que persiste na sua recusa para aceitar, que continua dizendo “não”, esta pessoa se fecha ao recebimento do amor. Ela se fecha, não só para sua própria Luz interior, mas também para a Luz exterior, que quer vir a ela através dos outros. Isto é solidão, isto é estar perdido – isto é o inferno na Terra. E eu lhe digo que todo ser humano conhece esse inferno de dentro. Talvez você não esteja totalmente consciente disso, mas para a maioria das pessoas, esse processo de se fechar começou já na infância.

Você sabe como uma criança se coloca de modo espontâneo e desinibido no mundo, e como suas emoções fluem com facilidade. Suas emoções geralmente passam rapidamente pelo seu ser, porque não existem barreiras estabelecidas, nenhuma porta fechada. Geralmente, a vida flui livremente através de uma criança. É claro que existem exceções, pois algumas crianças carregam pesos da sua primeira infância ou de vidas passadas, mas sei que você está captando o ponto que desejo ressaltar. Ser criança é estar num estado de relativa abertura. Uma criança é viva e espontânea porque não consegue ser de outro jeito, ela ainda não aprendeu a controlar-se como os adultos fazem.

Mas, à medida que vai crescendo, você começa a experimentar emoções com as quais não sabe ligar. As pessoas são treinadas pela sociedade a se afastarem das emoções difíceis. Assim, os adultos ao seu redor muitas vezes não o ajudam a entender essas emoções e evitam falar sobre elas. A maioria das pessoas fica confusa quando criança. Você começa a pensar que é estranho e diferente. Talvez, enquanto criança, você estivesse cheio de inspirações, entusiasmo, amor, sonhos… mas estes sonhos deram de encontro com a dureza da realidade. Você começou a colocar barreiras contra sua natureza sentimental, como reação aos medos e preconceitos que existem em seu ambiente familiar, ou mais tarde, na escola e nas pessoas que você passa a conhecer. Portas se fecham e isto geralmente acontece subconscientemente, mas talvez você esteja entre os que se lembram disso como uma tristeza antiga.

Veja se consegue encontrar a criança dentro de si mesmo, o símbolo da sua espontaneidade; uma criança extrovertida desinibida, viva, e que diz “sim” a tudo que se lhe apresenta como experiência. Consegue ver esse ser que diz “sim” para a alegria, o prazer e satisfação, bem como para a tristeza, o medo e a raiva? Imagine que essa criança queira vir a você. Ela ainda está aí; espaço e tempo são ilusões. Na realidade interior, nada se perde nunca. Seu fluxo original de vida está preservado e ainda deseja se unir a você.

Imagine, por um momento, que uma criança sorridente está vindo a você, com uma atitude de abertura. Em sua imaginação, ouça-a dizer: “Você se lembra quem eu sou?” Olhe para a criança e pergunte-lhe o que você pode fazer por ela. Há um desejo do coração que a criança gostaria que fosse realizado, algo que você talvez tenha posto de lado há muito tempo. Deixe a criança falar por um momento. A criança representa o “sim” em você, a sua parte que deseja viver, então deixe-a falar.

Uma criança ainda possui confiança. Como adulto você absorveu ideias cheias de medo e desconfiança, as quais alimentam sua persistência em dizer “não” à vida e contribuem para que haja a “escuridão dois” em você – o segundo tipo de escuridão. Tente agora dar forma, na sua imaginação, à “escuridão dois”, aquela parte de você que se opõe à vida, que não deseja mais vivenciar dor, e que de fato deseja escapar desta vida. Consegue sentir esse elemento de endurecimento e contração dentro de si? Pode senti-lo fisicamente, ou talvez ver uma cor associada a ele?

Há uma parte em você que está muito cansada e não quer mais viver porque já viu e vivenciou muita dor e luta. Sinta o peso dessa parte. Você consegue dizer “sim” para ela? Não tente modificá-la imediatamente; tente entender como isso surgiu. Ninguém se fecha deliberadamente por causa de uma falta de vontade de viver. Isto é um ato de desespero, que o leva a essa outra maneira de viver que o impele a se fechar, a retroceder, a dizer “não”.

Não lhe peço para dizer “sim” apenas à “escuridão um” na sua vida: aos acontecimentos difíceis, doença, dor, sofrimento ou o que for. Peço-lhe que também diga “sim” à “escuridão dois”, a esse algo dentro de você que se fecha para a vida como resultado de acontecimentos dolorosos; a essa parte em você que não quer mais viver a vida e recusa-a. E para alcançar essa sua parte, você precisa ser muito delicado, porque a insistência e a coerção não funcionam lá.

Isso é a essência da Luz, a Luz que pode fluir para dentro da escuridão. Essa Luz pode alcançar todos os recantos, porque não carrega nenhum julgamento. Ela não diz: “Ah! Isto é muito ruim! Precisamos derrubar essa barreira ou bloqueio, porque a vida precisa fluir novamente!” Ela nunca diz isso. A Luz simplesmente diz: “Eu compreendo.” A Luz diz: “Tem sido muito difícil para você, posso ver isto. Posso ver como você se contraiu, como você se fechou, e como essa contração acabou tornando-o cansado e vazio.” A Luz é delicada e fluida. Ela pode penetrar a mais profunda dor e sofrimento e a alma humana mais endurecida.

Peço-lhe que se abra novamente para essa Luz. Se não conseguir encontrar essa vontade dentro de si mesmo, se não sentir a abertura para se desapegar do “não”, então deixe que assim seja também, porque a Luz está sempre presente. Ela está com você, mesmo nos momentos de desespero tão intenso que o fazem pensar que não existe mais nenhuma Luz no seu interior. Ela está aí nesses momentos, e nessas situações em que você perdeu totalmente o contato com ela e não esperava vê-la nunca mais.

O fato é que a Luz não é sua, ela pertence a Tudo Que Existe. O Universo inteiro, toda a Criação é Luz. Tudo está imbuído de Luz. Saiba que ela está aí e confie na vida. No momento em que você permitir uma pequena abertura – por menor que seja – para a confiança e se render à entrada dela em sua vida, você estará abrindo uma fresta da porta. Você sabe que, mesmo durante a noite mais escura, sua alma está sempre perto de você, estendendo-lhe a mão com Luz e consolação. Embora essa porta esteja aberta apenas um pouquinho, a Luz encontrará essa abertura. Você não precisa fazer nada além de permitir que isso aconteça. A Luz está com você, a vida está com você. Em última análise, seu “não” para a vida não conseguirá se manter.

Peço-lhe que se renda à Luz, sendo que Luz significa dizer “sim”, não só para as dificuldades da sua vida, mas também aos seus problemas para dizer “sim”, à resistência que você coloca contra emoções profundas, que o fazem sentir-se nu e vulnerável. Seja como uma criança outra vez. Viva! Diga “sim” a tudo. Envolva-se em compaixão e entendimento. Ao fazer isto, você traz um fluxo para a sua vida. E você pode fazê-lo! Eu vejo a sua força. Em você existe uma chama de consciência, uma chama de Luz brilhante. Eu estou aqui para lembrá-lo disso.

 
 
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Direitos Autorais:
© Pamela Kribbe
www.jeshua.net
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
 
 
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