JESHUA FALA SOBRE MARIA MADALENA
Jeshua ben Joseph através de Judith
Abril de 2014
 
 
  Amados, me foi dito que algumas pessoas estão interessadas em ouvir sobre algum romance ou amor na minha vida. Bem, para mim, isso não é algo que eu tivesse planejado. Eu planejava ir para a comunidade dos Essênios para estudar todos os manuscritos; Eu pretendia ir ao templo em Jerusalém e fazer perguntas ao sumo sacerdote, pelo menos tão alto quanto eu pudesse ir, porque eles não permitiam que eu, pequena plebe que eu era, fosse falar com o sumo sacerdote. Aqueles com quem eu falei deram respostas a algumas das minhas perguntas, mas eu sabia que essas respostas não eram a Verdade completa com “V” maiúsculo. Mas isso era o máximo que eles sabiam, e depois de um tempo eles se cansaram de meus questionamentos, então eu fui sozinho descobrir - como você fez -, o que mais está lá? Eu quero conhecer a Mim mesmo - “M” maiúsculo.

Assim, com dezesseis anos entrei para uma caravana que estava indo para onde hoje é chamada Índia para estudar com mestres de lá. Este foi o lugar onde eu tive meu primeiro aprendizado sobre um camelo e meu primeiro verdadeiro entendimento da comunicação da Unidade, porque esse camelo não me permitia montar, não se curvava para que eu chegasse até ele. Eu era de estatura alta. Tinha um metro e oitenta de altura, talvez um pouco mais do que isso, e robusto; não tão robusto como o meu primo João, mas eu tinha um bom físico.

Mas esse camelo não permitiria que eu montasse sobre ele. Ele não vinha para baixo. Eu puxei; nenhuma resposta; ele não vinha para baixo. Tentei empurrar por trás. Isso não funciona; você não precisa tentar isso. Tentei pedindo, bajulando. Eu tentei falar com os outros mestres de camelos na caravana, "Como faço para fazer este camelo descer para que eu possa ficar em cima dele?" Eu até mesmo perguntei se eles tinham uma escada para subir até lá. Se ele não ia descer para mim, então talvez eu tivesse que subir. E eles riram de mim, é claro.

Descobri que a resposta estava na Unidade da comunicação. Quando eu fui capaz de me comunicar em igualdade de condições, quando eu não estava lhe dando ordens - como ele sentiu que eu estava fazendo - a descer para mim, quando expliquei que eu gostaria muito de andar sentado em cima dele e que havia lugares que precisávamos ir juntos, poderíamos fazer isso como Um - não mais comandando, não mais fazendo exigências, então o camelo disse: "Ah, então é isso que você quer. Oh, está bem" e para baixo ele veio para que eu pudesse chegar às suas costas.

Tivemos um relacionamento muito bom, depois disso, depois que eu desci do meu comportamento inadequado, e pude encontrá-lo e ver que mestre o camelo era e é. Todos os seus animais são assim. Você chega ao ponto onde você tem Unicidade de comunicação, e as coisas funcionam muito melhor.

Eu me juntei à caravana para ir para a Índia, porque me disseram que havia mestres lá que tinham mais para compartilhar comigo. Alguns dos mestres na comunidade dos Essênios também já tinham ido à Índia e estudado, e assim eles recomendaram que eu fosse, como você vai atualmente a conferências, retiros, universidades, a diferentes lugares para encontrar aqueles que têm algo a mais para compartilhar com você.

Os mestres na Índia sabiam que eu tinha algum conhecimento, com a consciência essênia expandida. Tínhamos na comunidade essênia os momentos de silêncio. O silêncio é importante e foi muito importante para a comunidade dos essênios. Passávamos três horas todos os dias em silêncio, em meditação, recebendo paz. Você pode chamá-la assim. Ela não precisa ser chamada por qualquer grande nome maravilhoso, mas apenas receber o dom da paz e qualquer orientação que venha através naquele momento.

Então, eu estava acostumado a estar em silêncio, e havia várias tarefas que me foram dadas, a fim de aprofundar a meditação, como você a chamaria. Agora, eu era uma das pessoas que você caracterizaria nesse dia e tempo como um "crânio", como um geek? Uma criança cerebral que só se interessa por estudar, e eu não tinha pensamentos de encontrar alguém do outro sexo, exceto de passagem. Havia meninas que também estudavam na comunidade dos essênios, e eu as tinha como amigas. Mas, para ir além disso, ainda que eu tivesse dezesseis anos e o corpo humano normal de um adolescente do sexo masculino, não estava realmente "ligado".

Em uma das tarefas que me foram dada pelos mestres, a mais bela jovem veio tocar música para me ajudar na minha meditação, e eu senti uma certa agitação como a que um jovem adolescente sentiria. Mas eu não liguei muito, porque não era, como eu entendi, a minha diretriz. Eu estava estudando e me tornando ainda mais expandido ou mais santo ou mais espiritual, qualquer palavra que você deseje usar.

Mas eu estava atraído por ela. Ela também estava lá para estudar, e estudou com os mestres. Ela estava naquele ponto mais expandida que eu, ela não estava tão voltada ao que vocês chamariam de aprendizagem por livros, ou pelos manuscritos antigos, ou o desenvolvimento da mente. Ela conhecia muito os manuscritos antigos e aprendizagem livresca ou o poder da mente, mas também conhecia o poder do coração e da música, e ela permitiu que esse amor saísse pela música que ela interpretou.

Ela era bonita - cabelos castanhos longos, aparência muito agradável, muito atraente. E quando nós falávamos, ela estava no mesmo nível de compreensão, então havia... como você poderia dizer... simpatia. Fomos simpáticos com o outro. Mas não foi o que vocês chamariam um relãmpago, onde instantaneamente houve uma relação de amor. Era mais uma amizade, uma amizade muito profunda.

Quando eu estudei na Índia, os mestres de lá me deram um nome, porque eles podiam sentir que eu tinha um propósito para além de apenas o desejo do ser humano de querer saber. Eles também foram os que perceberam para os dois lados, como seria entender a história e como seria entender daqui para frente. Eles sabiam que havia uma energia comigo; não que eu tivesse feito alguma coisa, mas ela estava lá, e eles me deram o nome de Raj Pur.

Agora, talvez alguns de vocês já tivessem a informação sobre alguém conhecido como Raj Pur. O nome, se você traduzir, significa "o puro real". Tenho falado através de alguém há alguns anos usando esse nome, mas aqui estou eu com outro nome. Realmente não importa. A energia é a mesma.

Após os mestres na Índia me darem tudo o que tinha pedido para compartilhar comigo, e ter ido tão longe quanto eles poderiam ir, eles recomendaram que eu fosse para o Tibete para estudar com os mestres de lá. Então lá fui eu para o Tibete.

Maria... agora, vocês devem ter notado que, mesmo em suas Escrituras sagradas, o nome Maria está sempre aparecendo. Havia minha mãe, Maria, havia Maria de Magdala, e havia outra Maria no grupo de discípulos. Portanto, a fim de designar o meu sentimento crescente por esta Maria, eu a chamava de minha Mariam. Isso ficou traduzido em alguns de seus escritos como Miriam, mas seu nome verdadeiro era Maria, seu nome dado em sua família. Mas como eu disse, havia tantas Marias, e às vezes em família ou entre os primos você teria Maria 1º, Maria 2º, Maria 3º, Maria a Gorda - ela não gostaria disso -, a fim de dizer qual ela era.

Eu a chamei minha Mariam, amada. Ela voltou para Jerusalém. Ela voltou para Magdala, também, e compartilhou o que tinha aprendido na comunidade onde estudou e também na Índia, porque quando ela voltou para Magdala, havia muito que ela queria compartilhar com as pessoas de modo a lhes fazer saber que a vida não tem que ser difícil.

A vida naqueles dias era muito parecida com o que é hoje, com desafios, com divisão, com julgamento, com grande parte do ego egocêntrico, e ela queria fazer saber que as pessoas poderiam sentar-se em meditação, embora ela não usasse essa palavra, mas para se sentar em silêncio e sentir paz e sentir a Luz.

Uma das coisas mais divertidas que fomos instruídos a fazer em nossos estudos foi sentar em uma sala escura. Você senta-se em um quarto completamente escuro, sem janelas, sem luz artificial, sem vela, e depois de um tempo os olhos começam a ver a luz. E você pode fazer a sua luz se expandir, aumentar.

É algo que, se você quiser brincar com isso, é divertido de fazer. Nós fazíamos como um exercício, mas também por diversão, porque depois que você chega ao ponto em que sabe que pode fazê-lo, e é muito fácil de fazer, então se você quer apenas se divertir, pode colocar duas pessoas na mesma sala, em diferentes lugares, e quando está completamente escuro, você não pode ver a outra pessoa, mas sabe que ela está lá. Mariam e eu jogamos este jogo onde acenderíamos as luzes com a paz e a quietude, e apenas por diversão ver um ao outro na escuridão, trazendo essa energia de que eu tenho falado muitas vezes, a energia que vocês são, viva mesmo dentro do físico para fazer a sua própria luz brilhar ainda mais brilhante.

Agora, vocês já viram isto e disseram: "Uau, ele realmente está ligado! Uau, ela está realmente ligada!" E talvez quando eles estiverem juntos, eles estão realmente ligados. Vocês vêem a Luz deles. Vocês podem ver a energia que flui entre eles. Mariam e eu jogamos esse jogo, por vezes, apenas para a nossa diversão, porque uma vez feito, não é difícil fazê-lo de novo, então nós fazíamos um pouco disso.

Ela voltou para Magdala e queria compartilhar o que sabia, o que ela sentia, e o que ela tinha permitido a expansão dentro dela. No início, ela foi para aqueles a quem ela pensou que iriam ser abertos e receptivos a uma nova forma de pensar, mas não eram. Eles estavam muito focados em seus próprios costumes tribais. E quando eu uso a palavra "tribal", isso não significa primitivismo ou desconhecimento, mas que podem ser da cultura judaica ou de algumas das outras tribos nômades.

Ela descobriu que os que estavam abertos e receptivos eram muitas vezes as mulheres mais pobres, as mulheres de rua, as mulheres que proporcionavam conforto para o sexo masculino, e ela estabeleceu um lar para elas.

Então, ela ganhou a reputação de ser o que você agora chama uma “madame” da casa onde as moças vieram a ficar. Ela não fez isso a fim de promover a prostituição. As moças que prestavam esses serviços não os ofereciam apenas de coração frio como uma forma para ganhar dinheiro, embora Maria Madalena tivesse moedas de ouro o suficiente de que vem de forma que ela poderia prover um bom número dessas meninas que estariam perdidas de outra forma.

Mas as que estavam fornecendo esse serviço faziam isso a fim de confortar os homens que pensavam que estavam procurando uma coisa, e na verdade estavam buscando aceitação, amor, conforto, amizade. Eles não sabiam, na primeira vez, que estavam indo procurando por isso. Mais tarde, alguns deles acordaram para o fato de que realmente o que eles estavam procurando era a amizade.

Maria providenciou uma casa muito luxuosa para estas jovens moças, assim ela ganhou uma reputação de ser a cafetina desta casa de má reputação, e ainda assim a motivação subjacente, e o serviço subjacente não era apenas tomando as moedas de ouro. Ela teve compaixão por esses jovens que sentiram-se perdidas e, em seguida, encontraram-se e, muitas vezes, então, voltaram para suas aldeias ou a outros lugares e estabeleceram suas próprias casas, onde os perdidos pudessem vir.

Quando voltei do Tibete, tinha um sentimento de que eu queria encontrá-la novamente no plano físico. Até agora, nós tínhamos estado em contato o tempo todo, uma vez que tínhamos estudado na Índia. Sabíamos a comunicação da mente e do coração. Sabíamos que éramos almas gêmeas de um longo tempo atrás, da forma que vocês entendem esse conceito. Sabíamos que havia algo que faríamos juntos em um ponto no tempo quando fosse apropriado, e nós sabíamos que queríamos estar juntos como amigos muito profundamente próximos.

Então eu fui e a encontrei, e ela viajou comigo enquanto eu falava com o grupo que cresceu e se tornou o que é registrado agora em suas Sagradas Escrituras como multidão. Ela era muito sua amiga. Ela era muito conhecida por vocês, e nunca se colocaria superior e nunca iria dizer: "Eu estudei na Índia; Eu sei mais do que você." Isso não era o seu jeito. Ela era sempre muito receptiva, muito amorosa, e vocês a amavam, e ela os amou. Vocêa a amavam como a uma irmã, e ela foi realmente uma alma irmã.

Com o tempo, nós decidimos que ser somente amigos era bom, mas talvez fosse ainda melhor se anunciássemos ao mundo que nós éramos uma equipe e que iríamos fazer uma cerimônia de casamento. Hoje, vocês têm uma escrita, um registro em suas Sagradas Escrituras sobre um casamento onde eu tornei a água em vinho. Sim, eu fiz isso, e sim, foi no nosso casamento. E sim, havia muitos de vocês que vieram e comemoraram conosco e sabiam que nós sempre fomos feitos para estarmos juntos nesse tipo de relacionamento.

Agora, para muitos, isso não é de conhecimento comum. Para muitos eu sou visto como o Cristo, o Filho Unigênito de Deus, e que tocar e conhecer uma mulher seria um pecado. Vou dizer-lhes o contrário. Foi uma experiência feliz. E de nossa experiência feliz, houve filhos biológicos nascidos.

Então, sim, eu conhecia uma mulher. Não muitos em seu mundo neste dia e hora irão aceitar isso. Mas se eles pensassem um pouco sobre isso, eles iriam entender que sim, estávamos muito próximos, e então por que não, tendo corpos humanos, nos permitiríamos celebrar isso, e foi o que nós fizemos.

Eu era chamado de "rabino", e isto está registrado em suas Escrituras sagradas. Um homem só era chamado de "rabino" se fosse casado. Esse era o costume. Portanto, há uma pista em suas Escrituras sagradas. Embora as Sagradas Escrituras e sua instituição em igreja iria negá-lo, há este indício que eles autorizaram a ser escrito nas Sagradas Escrituras, porque somente aqueles que se casavam poderia ter o título de rabino; professor; mas mais do que isso, alguém que já conhecesse a vida humana, todos os aspectos da vida humana.

Viajamos juntos a todos os lugares. Nós rimos, nós brincamos. Eu fiz o milagre dos pães e dos peixes? Não literalmente. O milagre foi o fato de que a multidão de pessoas que vieram para ouvir o que eu tinha que compartilhar era de diferentes tribos, nem sempre amigáveis entre si, se eles pensassem nos ensinamentos de gerações passadas. "Você é de uma tribo diferente, e você acredita em algo diferente do que eu creio, que eu fui ensinado que é inferior a mim. Você é de outro nível social." Mas essa atitude foi deixada para trás, enquanto eu estava falando. Isso foi esquecido, pelo menos por um tempo.

Quando nós viajávamos, não tínhamos o que você tem agora, como mochila, mas tínhamos capas com enormes bolsos na parte de dentro, e se levava seu pão e queijo e o que mais poderia caber nos bolsos com você, porque poderíamos estar fora de qualquer cidade ou aldeia por vários dias.

Assim, o milagre da alimentação dos cinco mil (e este era um número aproximado, o que significa um grande agrupamento) estava no fato de que os pães e os peixes que estavam nos bolsos dos casacos foram compartilhados, mesmo os que não eram de da mesma tribo e não do mesmo status social, etc, e que havia de sobra. Havia muito, uma abundância, e muito do que sobrou foi, então, redistribuído e as pessoas colocavam de volta em seus bolsos, para a próxima vez em que elas pudessem precisar.

Isso não é grande coisa misteriosa, exceto pelo fato de que eles estavam dispostos a ver os seus irmãos e irmãs como irmãos e irmãs e a compartilhar. E eles foram embora das reuniões que eu fiz com eles mais felizes, em sua maior parte, mais em paz consigo mesmos, mais em paz com seus irmãos e irmãs; nem sempre, porque talvez isto iria durar o tempo em que a aura do bom sentimento estivesse lá, e um pouco mais adiante na estrada, enquanto viajavam de volta para suas aldeias; talvez alguns dos antigos ensinamentos viessem à frente e teria algumas palavras ditas.

Mas ressoou com eles em um nível muito profundo, onde eles iriam tentar me encontrar de novo, porque se sentiram tão bem por estar na presença de apenas amor e aceitação. Sentiam-se felizes e em paz consigo mesmos. Eles se sentiram valorizados e, por vezes, quando se afastavam e voltavam para o velho ensinamento ancestral, não se sentiam tão bem.

Especialmente não se sentiam tão bem, depois de ter conhecido algo melhor. E assim eles voltaram novamente. Eu tinha uma boa "divulgação". A informação se estendia e dizia: "Sabe, este Yeshua vai estar falando sobre isso nesta montanha três dias a partir de agora, se você quiser vá e esteja lá com ele." E assim, se vocês pudessem, vocês iriam; vocês vieram. Vocês encontraram alguém para cuidar de suas ovelhas e vieram.

Às vezes, famílias inteiras viajavam. Muitas vezes os grupos tinham mães com bebês de colo, e esses bebês nos braços foram especificamente concebidos para ser parte dessa energia e nunca esqueceram isso. Nada acontece por acaso. É sempre por orientação divina.

Isso é o máximo que eu chego com a história neste momento. Você pode sentir a emoção, o amor que Mariam e eu tivemos um para o outro, o amor que tínhamos um pelo outro, porque, mais uma vez, viajamos a todos os lugares juntos.

Que assim seja.

-Jeshua ben Joseph (Jesus)
em expressão através de Judith
 
 
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Tradução: Luciana Pellegrini Drucker <luzpelegrina@gmail.com
 
 
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