APÓS A RESSURREIÇÃO... GÁLIA
Mensagem de Jeshua ben Joseph (Jesus) Através de Judith Coates
5 de Junho de 2014
 
 
  Amados, continuarei com a história da minha vida.

O que eu quero compartilhar com vocês é como eu via a minha vida.

Pode ser que outros digam: “Mas, não é isto o que eu ouvi”, e isto está bem. Eu não iria ficar na frente de alguém e lhes dizer que eles estão errados. Digo-lhes somente o que me lembro e como eu o experienciei.

Após a crucificação e no dia da ressurreição quando eu saí do túmulo e estava em meu resplendor – mais do que eu tinha esperado – eu tive que me ajustar à frequência da luz, de modo que pudessem me ver e me verem como o ser humano que eles tinham conhecido.

Vocês têm a história em suas Sagradas Escrituras sobre o encontro com dois homens que caminhavam pela estrada para Emaús, e eu lhes perguntei: “Qual é a novidade? O que está acontecendo?”

Eles me disseram que um grande mestre, um rabino, tinha sido crucificado junto com dois outros no dia anterior. Enquanto eu caminhava e conversava com eles, perceberam quem eu era. Eu lhes disse: “Tudo o que eu posso fazer e fiz, vocês também podem.” , mas eles não acreditaram em mim. Mas, posteriormente, eles também ressuscitaram o corpo, porque eles sabiam que o corpo é uma criação da energia divina.

Voltei para Betânia, para a casa onde nos encontramos na noite anterior à crucificação e fizemos a refeição da Páscoa. Voltei para a Betânia, que era o lar de Marta, de Maria e de Lázaro e me uni aos discípulos, com a minha mãe, com Mariam (Maria Madalena), com cada um dos amigos que queriam ser lembrados de que eu não estava mais no túmulo.

Mas Betânia não era o que vocês chamariam de um lugar seguro, porque é muito próximo à Jerusalém e havia rumores de que eu não tinha morrido na cruz. Na verdade, houve rumores de que não fui eu o crucificado, que outra pessoa tinha tomado o meu lugar.

Assim, não ficamos lá muito tempo. Viajamos para o norte, pra irmos à Nazaré, mas não fomos tão longe. Fomos até a área conhecida como Arimatéia, onde vivia o tio de Mariam, José. José era um bom homem de negócios e tinha muitos navios que viajavam para Britânica – a Grã-Bretanha como vocês a conhecem agora – onde ele tinha minas de cobre e tinha um grande comércio de mineração.

Foi onde permanecemos por algum tempo, e enquanto continuavam os rumores de que o rabino não tinha morrido ainda e os soldados estavam ainda à procura de qualquer personagem que pudesse ser eu, ou a mim associado, foi um momento de grande temor para aqueles que tinham me seguido, os discípulos e as multidões. Se eles dissessem que eram meus amigos, era um momento para o medo.

Assim, havia muitos que estavam se mantendo em silêncio e havia uma busca silenciosa por algo que seria incomum. Os soldados estavam em ação, assim sabíamos que precisávamos ficar em silêncio sobre onde estávamos. Sabíamos também, que oportunamente precisaríamos abandonar a área.

Havia orientação que dizia: “Vocês viajarão e irão encontrar outros, em outras terras.” Mariam concordou e os dois filhos que tinham nascido no período entre o meu retorno da Índia e do Tibete.

Agora, José de Arimatéia tinha vários navios, grandes navios que poderiam transportar os minerais que ele extraía. Os navios naquele tempo usavam o poder do vento, não a tecnologia que vocês têm hoje em dia, e ele disse: “Vocês podem usar um dos meus navios. Tenho um navio que irá para a Grã-Bretanha, muito em breve, e se você, Mariam, Benjamim e Sara quiserem ir neste navio, irei providenciá-lo para vocês”.

E assim ele fez e eu sabia que seria o curso mais seguro, mais tranqüilo, que aquilo não interromperia as atividades contínuas das multidões que ficaram tão encantadas com a minha mensagem e com os discípulos.

Então, eu pensei: “Se eu partir, então eles poderão retornar ao que eles se lembram dos ensinamentos e levarem uma vida mais tranqüila. Todos os rumores irão terminar.”

Assim, fomos para o que era conhecido, naquela época, como o Porto de Jope. Como vocês sabem, todas as cidades e a geografia tinham mudado os nomes ao longo do tempo e assim o que era o pequeno, mas muito ativo Porto de Jope, tornou-se parte do que é agora a sua Tel Aviv.

Tel Aviv tinha um grande fluxo de população, e ela tinha incorporado ou absorvido um pouco da zona rural que costumavam ser as cidades pequenas e um pequeno porto, mas muito agitado, e é aí que José de Arimatéia tinha sua frota de quatro grandes veleiros, como vocês os chamariam, embora eles realmente não parecessem os veleiros que vocês entendem neste dia e hora, porque eles tinham grandes mastros de velas.

E assim embarcamos – Mariam, Benjamim, Sara e eu. Minha mãe quis vir e ela veio, mas mais tarde. Ela veio mais tarde e se uniu a nós. Tivemos uma aventura, porque estávamos navegando para determinadas ilhas, determinados portos, pois os homens do veleiro precisariam adquirir suprimentos. Ficávamos em silêncio enquanto eles iam a vários portos, porque não poderiam saber que estávamos a bordo.

Fomos primeiro para Chipre, onde os homens pegaram alguns suprimentos, e, então, partimos para a grande jornada para o próximo local, onde estaríamos parando. Mas houve um desvio no curso, devido a uma tempestade de primavera. Isto aconteceu várias vezes, de modo que chegou um momento em que não havia suprimentos suficientes de alimentos a bordo. Eles esperavam parar em outro porto, mas nos distanciamos mais para o sul do que era o esperado.

Os homens estavam muito preocupados. O que eles fariam para alimentar a tripulação e a nossa família? Assim, eu disse: “Vocês não têm que se preocupar. Vocês têm que manifestá-lo. Apenas estendam a sua mão e saibam que o pão lá estará”.

Eles olharam para mim como se dissessem: “Eu acho que não acredito nisto.” Mas eles apostaram nisto, porque eles estavam famintos e as contrações na barriga falavam mais alto do que o questionamento.

Assim, eles estenderam as mãos, fecharam os olhos e esperaram, e isto aconteceu, de modo que todos os homens a bordo foram alimentados. Isto não aconteceu de uma vez, porque alguns estavam mais inflexíveis em seu pensamento, por isto foi necessário mais tempo para que aceitassem que isto poderia acontecer.

Nós viajamos durante muito tempo a bordo do navio. Sara era muito jovem. Benjamim estava em uma idade em que ele estava muito interessado em como as velas funcionavam e como o navio se movimentava e como tudo sobre a navegação estaria acontecendo. Ele absorvia tudo, porque ele era muito curioso e muito engenhoso sobre o que ele compreendia.

Depois de um longo tempo – e pareceu ser um longo tempo porque, novamente, o curso que era estabelecido, nem sempre era o curso que os ventos queriam seguir – nós viemos então para a parte sul do que era conhecido como Gália, que vocês conhecem como a França e a região do Mediterrâneo, sul da França.

Paramos em um porto muito pequeno porque não queríamos publicidade. Desembarcamos lá, e, então, os navios continuaram em sua viagem para Britânica, para fazerem a sua mineração.

Foi uma aventura para Mariam, para mim e para os filhos. Foi uma aventura na consciência, bem como humana, porque estávamos viajando com os corpos, e, ao mesmo tempo, a consciência tinha se expandido com a crucificação, com a ressurreição e com a ascensão.

Este é um bom tema para trazer agora – a ascensão – porque, sim, eu permiti que as moléculas do corpo se tornassem como Luz, o que elas são no estado normal, e eu permiti que a ascensão acontecesse. Mas eu não me afastei de todos ao ascender.

Isto foi parte da história que lhes foi entregue, que eu, porque fui tão santo, ascendi ao céu, para o Pai, e que até hoje eu me sento à direita do Pai, olhando para vocês e julgando todas as suas atividades. Bem, isto não é verdade.

Em primeiro lugar, eu não julgo. Tudo é sua escolha para experienciar e – ouçam isto bem – nada é uma escolha errada. Tudo o que vocês escolhem, leva-os ao próximo passo para entender a expansão de si mesmos. Assim, não há escolhas erradas. Suas ordens religiosas e filosóficas os fariam fazer penitência por muitas das escolhas, mas eu não julgo.

Eu não me afastei de vocês ao ascender. Eu retornei. Quis estar com vocês e sabia que havia muito mais na vida, muito mais para a aventura. Mas eu quero que vocês ouçam isto bem, que realmente eu não posso me afastar de vocês. Estou sempre com vocês. Estou a sua direita. Estou a sua esquerda. Estou à direita do Pai. Estou à esquerda do Pai. Sento-me até em Seu colo, como vocês também.

Não há separação, embora na compreensão humana vocês vejam corpos e reuniões de energia e dizem: “Isto é tudo o que há.” Mas além do contorno do corpo, seus cientistas, seus fotógrafos estiveram lhes mostrando a aura da energia ao seu redor, que não está contida no corpo. Está além do corpo e se estende tanto quanto possam imaginar. Assim, eles já estão lhes provando que a sua energia não para na borda da pele. Vocês são, como dissemos muitas vezes, energia sempre contínua, criando sempre.

Assim, desembarcamos em um pequeno porto, ao sul da França, ligeiramente para o oeste do Rio Rone, que sobe para as tribos Germânicas, mas era parte da França, ou Gália, como era então chamada, e ficamos na periferia deste porto por algum tempo e contamos a história de que tínhamos viajado das casas de parentes, ligeiramente para o leste. Receberam-nos na pequena aldeia e lá permanecemos.

Sabíamos que estávamos na energia da divindade, da Luz, e que, a cada momento, estávamos re-criando o corpo, assim não envelhecíamos. Agora, Benjamim e Sara queriam envelhecer. Eles queriam crescer, e assim aconteceu.

Mas Mariam e eu gostávamos de estar no auge da vida, e assim continuamos no que vocês chamariam agora de seus 30 e 40 anos muito saudáveis e fortes, desfrutando da vida.

Quando se tornava perceptível que não estávamos envelhecendo como os outros na aldeia, nós dizíamos que tínhamos parentes que tínhamos que visitar em outras partes de Gália, ou Germânica, ou outras regiões. Isto foi feito ao longo do tempo. Não foi imediato, mas à medida que o tempo avançava e quando isto se tornava um pouco mais perceptível, nós seguíamos em frente.

Tivemos outros filhos biológicos, porque nos amávamos e porque queríamos ser criativos – como vocês fizeram em suas vidas. Tínhamos os filhos biológicos, mas também tínhamos aqueles da aldeia que se os pais tinham falecido, por algum motivo ou outro, nós os acolhíamos em nossa casa, assim tivemos uma grande família após algum tempo e os víamos crescer e brincar uns com os outros e mostrarem as suas personalidades.

Compartilhamos com as crianças que estavam abertas a isto o que conhecíamos da Realidade – com “R” maiúsculo. Agora, nem todas elas estavam interessadas. Como vocês têm hoje em dia, há alguns dos seus jovens e alguns dos seus adolescentes que têm o foco em outras coisas e eles não tinham um interesse em conhecer nada, além da agricultura, de galinhas, cabras, e eles estavam muito felizes, assim os deixamos sendo felizes.

Mas outros se aproximariam e fariam perguntas.

Se eles perguntavam, nós respondíamos.

Fizemos muitas viagens. Fomos até para Britânica e visitamos as minas de José. No momento em que chegamos à Britânica, José tinha falecido, mas estava em espírito e veio conosco. Podíamos vê-lo, podíamos interagir com ele, podíamos falar com ele, e ele estava muito interessado em ver o desenvolvimento da mineração que ele tinha visto quando era mais jovem, quando ele começou o seu negócio.

Assim, ele lá esteve. Muitos de nossos amigos de Nazaré, Monte Carmelo, Jerusalém, Betânia, Belém, aqueles que tínhamos conhecido, depois de falecerem, vieram e se uniram a nós. E, porque sabemos que ninguém nunca nos deixa – não é possível – nós podíamos vê-los. Podíamos interagir com eles. Se eles quisessem, eles poderiam nascer novamente no mundo físico e alguns o fizeram, ou eles poderiam apenas ficar como os seres espirituais que eles são.

Isto se passou em torno de 150 a 200 anos. Agora, eu lhes disse outras vezes que a minha vida foi de 600 a 700 anos, como vocês medem o tempo linear, e isto foi porque eu estava desfrutando da vida no físico, embora eu soubesse que eu não me limitava ao físico.

Assim, dei-me o tempo para viajar por toda a sagrada Mãe Terra e interagir com aqueles que viviam naquelas regiões, e é por isto que eu tenho histórias, as lendas que Maria, a minha Mariam, que esteve em várias partes da França, da Alemanha, Polônia, em todos os países, porque viajávamos para lá e ela deixou a sua marca, e eu também o fiz em várias partes. Assim, vocês têm várias histórias e lendas neste dia e hora.

Muitas das crianças vieram conosco, enquanto eles cresciam. Muitas, não; elas permaneceram em suas aldeias, porque fizeram amigos, casaram-se e permaneceram na aldeia onde elas estavam felizes, onde elas tinham nascido, onde elas tinham uma história e viveram o que vocês chamariam de uma duração normal do tempo de uma vida humana. E, então, talvez, eles retornariam e assumiriam uma forma e nos encontrariam.

Houve acontecimentos muito surpreendentes, tais como quando vocês conhecem alguém de uma determinada aldeia e vocês os deixavam para trás, enquanto viajavam, o que nós fizemos, e vocês sabiam que eles estavam felizes vivendo a sua vida.

Eles encontravam uma menina na aldeia. Ah, ela era tão bonita que não havia nenhuma maneira de deixá-la, e assim vocês seguiam em frente, e mais tarde, esta mesma energia viria em uma forma diferente, como um amigo de outra parte da sagrada Mãe Terra e havia um reconhecimento disto, sim, eu os conheci antes.

Eu os conheço, eu os compreendo.

Há uma energia que é familiar.

E vocês sentiram isto nesta vida.

Vocês se encontraram com aqueles e instantaneamente se sentiram no lar com eles. Instantaneamente foram capazes de se expressar a partir do seu coração com eles, e eles compreenderam. Instantaneamente, houve este sentimento de família.

E vocês se perguntaram: “Como pode ser isto?”

Bem, é porque esta energia vocês conheceram antes e esta energia pode mudar e assumir diferentes formas, mas é ainda a energia do amado que vocês conheceram.

Que assim seja.
 
 
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Traduzido por: Regina Drumond  – reginamadrumond@yahoo.com.br
 
 
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