Série Reflexões Espirituais
CORAÇÕES EM ATLÂNTIDA
Uma Mensagem de Kara Schallock
8 de Maio de 2010
 
luz de gaia
 
 
Alguns dias atrás eu estava assistindo a um filme chamado "Corações em Atlântida". Ele foi criado em uma época em que eu relacionaria... aos anos cinquenta. Eu era uma criança nos anos cinquenta. Espanta-me como podemos esquecer tanto do nosso passado. Acho que é uma coisa boa, como é muito importante a época neste momento. No entanto, ser transportado de volta para um determinado momento pode ser recompensador também.

Lembro-me de usar “pedal-pushers” (calças curtas). E era provocada pelas crianças sobre como eu dizia “pedal-pushers”. Eu era uma garota da Califórnia que vivia na Costa Leste. Eu não acho que eu falava engraçado, mas elas achavam. Lembro-me da bicicleta Schwinn; a minha era azul, e eu a tive durante a faculdade. Meus pais compraram-na grande; por isso, iria durar algum tempo. Eu não conseguia alcançar os pedais; tive de andar a pé todo o tempo. Poderia montá-la sentada no selim só quando eu estivesse no colegial!

Eu saí para passear com um grupo de crianças; meninos e meninas. Eu tinha uns oito anos. Naquela época, nossos pais nos expulsavam de casa de manhã, nos embalavam uma merenda e nós não devíamos voltar até o jantar. Uma vez, fomos ao riacho. Ele tinha um grande tronco coberto de musgo para atravessar. O riacho tinha muito pouco de água e era coberto por enormes arbustos grossos de amoras. Bem, as crianças foram todas se esticando umas nas outras para atravessar o tronco para o outro lado. Todo mundo estava com muito medo. Eu fiquei ali em silêncio, e depois disse-lhes que eram todas galinhas. "Oh, sim? Bem, vamos ver você fazer isso!" O que eles não sabiam é que eu tinha acabado de ganhar um par novo de tênis. O comercial na TV disse que não iria escorregar ou patinar, de modo que você poderia correr muito rápido.

Pensei em mostrar a todos eles. Então eu andei para o tronco e comecei a atravessar. Eu olhava para baixo enquanto eu avançava lentamente no meu caminho. Era um longo caminho para baixo; talvez uns 3 metros. Eu me senti muito confiante, pois eu tinha o meu tênis. Eu pensei comigo mesma, “Hmmph! Vou mostrar a esses garotos". E então... meu pé escorregou no musgo molhado e caí nas amoreiras. Cara, isso doeu. Minha irmã mais nova saiu correndo para casa para chamar mamãe, para contar sobre mim. Provavelmente pensou ser uma boa coisa, porém, todas as crianças se aglomeravam. Mas eu sabia que estava fazendo algo que não deveria ter sido feito. Mais do que tudo, eu me senti traída pelo meu tênis. Aquelas pessoas na TV mentiram! Eles escorregariam! E eu estava humilhada na frente das crianças. E não só estava realmente decepcionada, eu estava em apuros também.

Agora, não é interessante que assistir a um filme dos anos cinquenta e vendo uma menina na bicicleta poderia trazer de volta todas aquelas memórias e emoções? Veio tão claro, e fiquei maravilhada com a forma como uma memória levou a outra e ainda outra. O filme me fez lembrar de um monte de coisas. Como eu vivi em um mundo secreto que meus pais não sabiam, como minhas bonecas eram minhas confidentes, e como sonhar acordada foi uma das minhas favoritas maneiras de passar o tempo na santidade do meu quarto. Outro aspecto do filme era que o garoto tinha um adulto muito especial em sua vida. Embora sua mãe era atrapalhada e seu pai havia falecido, ele precisava de um adulto para compartilhar seu mundo interior, que poderia aceitá-lo, que poderia levá-lo para reinos que ele precisava para saber sobre o seu caminho de vida. Sua mãe estava muito absorvida em si mesma para ajudar ou compreendê-lo.

Nosso personagem principal estava ligado fortemente a alguém que também teve de abandonar rapidamente a sua vida, então ele teve que aprender sobre desapego logo no início. Eu pensei sobre isso e me perguntei se eu tinha alguém na minha vida que me conhecia dessa forma e que me guiou no meu caminho. A pessoa que mais fortemente me veio à mente foi o meu avô. Ele também nos deixou muito cedo. Ele morreu quando eu tinha apenas oito anos. Mas ele deixou muitas dádivas para me preparar para a vida.

Eu aprendi sobre outras culturas, especialmente nativo-americanos. Ele me ensinou como conectar com a Natureza e apreciá-la, como ser silenciosa e qual era realmente a melhor maneira de ser. E ele contou-me longas histórias sobre sua infância na Alemanha, Wisconsin e Hood River Valley. Ele compartilhou seu mundo comigo, me comprou um pônei, me balançava no meu balanço por longos períodos de tempo, me levou para conseguir queijo de cabra fresco e ovos, e deixou-me dar algumas pinceladas sobre suas pinturas a óleo. Mas, principalmente, quando eu estava perto dele, eu sabia que era amada e guiada, especialmente quando não havia palavras. Ele me ensinou que igreja/templo estava realmente na Natureza e, embora ele não comparecesse a serviços regulares, ele cantou hinos todo o tempo para mim. Ele estava sempre cantando no carro.

Pergunto-me quantos de nós tivemos uma pessoa especial em nossas vidas para garantir que seguimos os caminhos da vida espiritual que nós, como almas, escolhemos para nós mesmos. Porque, certamente, sem amor e influência do meu avô, eu certamente não seria a pessoa que sou hoje. Não importa quem é essa pessoa ou por quanto tempo permanece. O efeito que eles têm sobre nós é a coisa mais importante que pode acontecer em nossas jovens, impressionáveis vidas.

Relembrar a nossa infância é realmente uma bênção. Temos a oportunidade de voltar a tocar os tempos amorosos e felizes, juntamente com as lições de vida que nós concordamos, como almas, aprender. Podemos levar o amor especial que alguém nos ofereceu e curar qualquer coisa que fica no caminho de nossa integridade.

 
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  Direitos Autorais:luz de gaia

Reflexões Espirituais por Kara Schallock
Fonte: http://soulsticerising.com/spiritual-musings.asp?NID=3
Site oficial: www.soulsticerising.com
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Tradução: Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br

Argumento original: Éder Coorte dos Anjos –eder.persaint@yahoo.com.br
Nota de Éder dos Anjos: esta série faz parte do compêndio de reflexões de Kara Schallock e está publicada originalmente em seu site. É meu desejo e de Vilma Capuano, por meio desta tradução, que você, leitor, possa conhecer uma outra perspectiva do trabalho da autora, uma mais próxima da realidade, pois todo o conteúdo desta série é sua visão pessoal sobre o processo da Ascensão, narrado como experiências e descobertas pessoais. Você poderá notar uma linguagem leve, porém profunda, e instigante na descrição dos fatos, opiniões e insights presentes nesta série, que ainda não foram vistos, ou ao menos não de modo tão óbvio, em outros dos seus trabalhos, como as Notas da Ascensão, com que ela frequentemente nos presenteia; e dos quais este trabalho é mais um complemento.
Boa leitura a todos!
 
 
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