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MORAL DA HISTÓRIA
•AarayA — O Mensageiro Siriano
Por Dinnho Beduzupo
03 de fevereiro de 2019
  luz de gaia  
 
Amadas Almas, Saudações!

Para a mensagem do dia, resolvemos trazer para sua apreciação uma pequena fábula. Mestre Sananda se utilizava de muitas delas para que algumas compreensões pudessem ser beneficiadas pelo seu teor doutrinário, sem deixar de ser lúdico, alcançando bons resultados. Prometemos ser breves, uma vez que o tamanho de nossos artigos mais extensos andam desagradando alguns seguidores de nossos compartilhamentos. [sorriso]

Foi atribuído a certo ocultista, também médico de seu tempo, o caso que se segue. Certa vez, recebeu em seu consultório uma mulher que se queixava de muito mal estar e algumas dores generalizadas. Para que pudesse eliminar algumas possibilidades ao mesmo tempo que analisava outras, resolveu ouvir sobre a rotina de sua paciente, e a deixou falar por quase uma hora.

Sem ser rude, porém incisivo, interrompeu o interminável relato de reclamações sobre o casamento, os filhos, sua casa, a vizinhança, o custo de vida, o obscurantismo político, falava do passado, do presente e do futuro. Apanhou um receituário, fez algumas anotações, entregou-lhe à jovem senhora e disse-lhe em tom grave: "Ao sair daqui, a senhora irá pôr em prática imediatamente tudo o que lhe prescrevi."

Ao ler o documento, indignou-se: "Mas como? O senhor está brincando comigo?! Onde já se viu uma coisa assim? Ir ao teatro com a família assistir peças com os bufões? Realizar chás em áreas abertas com as vizinhas? Desfazer-me de objetos pessoais em desuso? Mas do que se trata tudo isso, meu senhor?"

Muito serenamente o profissional recolheu a folha de papel que a paciente atirou-lhe sobre a mesa, respondendo: "Vejo que a senhora não sente-se capaz de seguir estas orientações. É uma grande pena. Acho que me enganei com a senhora; acreditei que, como outros pacientes seguiram estas prescrições e se curaram de problemas muito similares aos que a senhora narrou aqui, poderia também se beneficiar disso."

Sentindo-se desafiada, tomou o receituário das mãos do doutor, dobrou-o e guardou em sua bolsa. Disse que iria tentar, embora nada daquilo lhe fizesse muito sentido, e que retornaria assim que seguisse todas as indicações. E assim foi feito.

Algumas semanas depois, já com outra aparência e de sensível melhor humor, a paciente retorna ao consultório do médico com outra qualidade de relato: "Doutor, o senhor tinha toda razão! Sinto-me muito mais bem disposta após seguir suas instruções da última visita. Estão dizendo até que remocei, imagine! Convidei a família para o teatro, e foi tão divertido que ainda fomos ao circo outro dia e até fizemos um piquenique no parque da cidade ontem. Agora além das terças de chá com as vizinhas, também às quintas nos reunimos para um clube de leitura de poemas. Também dei novo destino à algumas peças de roupas antigas que nem sequer davam mais em mim, e o esposo me autorizou a fazer o mesmo com peças dele, assim como as crianças também quiseram participar, e foi tudo feito junto. Sinto-me renovada e ainda não sei explicar exatamente como tudo isso ocorreu!"

Queridos, compreender as coisas que ocorrem conosco é importante, mas não é condição definitiva para sua felicidade. Felicidade, bem-estar, harmonia interna, equilíbrio pessoal, são estados da mente e não compêndios sobre como ser feliz. Revejam essa condição tola de atribuir à sua qualidade energética a condição de compreender absolutamente tudo. Isso faz parte da ideia de que podem controlar todas as coisas, e isso é um equívoco sobre outros. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é que enquanto a desarmonia, tão relacionada com o ócio ou com a postura inadequada de lidar consigo mesmo e com o mundo, imperar vocês sempre estarão alimentando patologias. Gastarão muitos recursos sem qualquer resultado efetivo positivo. Logo, respeitem suas mentes, cerquem-se de estímulos positivos, disponham-se à readequar rotas e assumir compromissos ancorados na leveza, no bom humor, no não-julgamento, para que a fluidez possa ser uma realidade perceptível - e acessível! - à vocês, aos seus, ao meio e além. Selamat Matah! (A Paz esteja convosco!).


Amorosamente,
•AarayA
 
 
 
 
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